Espriella responde Lula e defende união entre Brasil e Colômbia
Presidente eleito da Colômbia, De la Espriella diz que buscará cooperação com o Brasil e que relação entre os países vai além de ideologias

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, respondeu nesta quinta-feira (25/6) à mensagem publicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após sua vitória nas eleições presidenciais colombianas.
Em publicação nas redes sociais, o político afirmou que pretende manter uma relação de cooperação com o Brasil e defendeu a união entre os países da América diante de desafios comuns.
“O continente americano enfrenta problemas comuns de natureza transnacional, que só podem ser superados por meio de um trabalho conjunto, respeitoso e soberano“, escreveu.
Na mensagem, De la Espriella destacou que Brasil e Colômbia compartilham laços culturais, históricos, ambientais e comerciais, e afirmou que, durante seu governo, buscará uma relação baseada na cooperação com o país vizinho.
“A Colômbia, em liberdade e ordem, sob meu mandato, buscará um único objetivo: cumprir a aliança com o povo que, como afirmei durante a campanha, não é de ideologias, mas de extrema coerência, e isso inclui nossos vizinhos do Brasil, liderados por seu presidente, Lula”, declarou.
A declaração foi uma resposta à publicação feita pelo petista nessa quarta-feira (24/6), quando o presidente brasileiro parabenizou o povo colombiano pela realização de um “processo democrático e soberano” e cumprimentou De la Espriella pela vitória nas urnas.
Na ocasião, Lula afirmou que a amizade entre Brasil e Colômbia “transcende ideologias” e é essencial para enfrentar desafios compartilhados, como a preservação da Amazônia, o combate ao crime organizado e a redução da pobreza.
“Que sigamos trabalhando juntos em benefício dos nossos povos”, escreveu o brasileiro.
Mudança no cenário político
A eleição de De la Espriella, realizada no último domingo (22/6), marcou uma mudança no cenário político colombiano. Identificado com a direita, ele derrotou o senador de esquerda Iván Cepeda por uma diferença de aproximadamente 250 mil votos, encerrando o ciclo do governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país.
A vitória também reforçou o avanço de governos conservadores na América do Sul.
Com os resultados das eleições na Colômbia e no Peru, onde Keiko Fujimori foi eleita presidente, sete dos 12 países sul-americanos passaram a ser governados por líderes de direita, centro-direita ou extrema direita, representando cerca de 58,3% da população da região.










