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Espanha celebra missa após ataque e papa lamenta violência

Reis da Espanha foram a evento solene em memória das vítimas do atentado na Catalunha. Papa Francisco pediu o fim da "violência desumana"

Estadão Conteúdo20/08/2017 10:35
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GREGORIO BORGIA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Espanha celebra missa após ataque e papa lamenta violência

Os reis da Espanha e o primeiro-ministro Mariano Rajoy participaram neste domingo (20/8) de uma missa solene na Basílica da Sagrada Família, em memória das vítimas dos ataques extremistas que deixaram 14 mortos e cerca de 120 feridos nesta semana. O rei Felipe VI e a rainha Letizia, Rajoy, o presidente da Generalitat catalã, Carles Puigdemont, e outras autoridades locais participaram da missa, celebrada pelo arcebispo de Barcelona, cardeal Joan Josep Omella.

Os monarcas visitaram no sábado os feridos em hospitais locais e acenderam velas na avenida Las Ramblas, onde ocorreu um dos ataques. Treze pessoas morreram na quinta-feira no ataque realizado com uma van em Barcelona. Horas depois, outra pessoa morreu em um ataque com um carro na localidade costeira de Cambrils, já na madrugada de sexta-feira (hora local). O Estado Islâmico reivindicou a autoria da ação.

Também neste domingo, o papa Francisco pediu o fim da “violência desumana” que golpeou inocentes em Burkina Faso, na Espanha e na Finlândia nos últimos dias. O pontífice falou na Praça São Pedro e disse que o mundo leva no coração “a dor desses ataques terroristas”.

O papa pediu a Deus que “libere o mundo dessa violência desumana”. Dezoito pessoas morreram há uma semana na capital de Burkina Faso, após extremistas islâmicos atacarem clientes em um popular restaurante local. Na Finlândia, na sexta-feira um marroquino de 18 anos que havia pedido asilo no país matou duas pessoas e feriu sete com uma arma branca.

O arcebispo de Barcelona pediu que a Espanha se una para trabalhar por um mundo mais pacífico. Omella disse na missa que conduziu que a presença da comunidade muçulmana catalã na Igreja era sinal de um “bonito mosaico” e que era preciso trabalhar pelo objetivo comum “da paz, do respeito e da convivência fraterna, do amor solidário”. Ele também leu um telegrama de condolências enviado pelo papa sobre o “cruel atentado terrorista”.