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Mundo

Equador extradita aos EUA 3 pessoas ligadas ao narcotráfico e a assassinato

Entre os enviados estão dois suspeitos de envolvimento na morte do presidenciável Fernando Villavicencio e um líder da facção Los Choneros

29/10/2026 18:57, atualizado 29/10/2026 18:58
Reprodução/Redes Sociais
Equador extradita aos EUA 3 pessoas ligadas ao narcotráfico e a assassinato

O Equador extraditou, nesta quinta-feira (29/10), três homens para os Estados Unidos, entre eles dois suspeitos de envolvimento no assassinato do então candidato à Presidência Fernando Villavicencio, em 2023, e um líder da organização criminosa Los Choneros. A informação foi divulgada pelo presidente equatoriano, Daniel Noboa, nas redes sociais.

“Com eles, já são nove os enviados para responder perante a Justiça internacional”, escreveu Noboa.

Os três extraditados são Daniel Salcedo, Ronald Herrera e Francisco Manuel Bermúdez, conhecido como Churrón.

Salcedo, empresário, e Herrera, ex-policial, são apontados como envolvidos no planejamento do assassinato de Villavicencio. O candidato presidencial foi morto a tiros em 9 de agosto de 2023, ao deixar um comício eleitoral em Quito, capital equatoriana. A Justiça do país já condenou cinco pessoas pela execução do crime, com penas que chegam a 34 anos de prisão.

O terceiro extraditado, Bermúdez, é apontado como líder da facção Los Choneros, organização criminosa envolvida em atividades como narcotráfico, extorsão e assassinatos por encomenda. O grupo é considerado uma organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos, e seu principal chefe está preso em uma penitenciária norte-americana.

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Em 2025, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de até US$ 5 milhões (cerca de R$ 26,9 milhões) por informações que levassem à captura de Bermúdez. Ele é acusado por um tribunal de Nova York de promover a importação e a distribuição de cocaína.

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Apoiadores do candidato Fernando Villavicencio, assassinado em campanha, fazem protesto
Fernando Villavicencio
Presidente do Equador. Daniel Noboa
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Presidente do Equador. Daniel Noboa

Getty Images
Apoiadores do candidato Fernando Villavicencio, assassinado em campanha, fazem protesto
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Apoiadores do candidato Fernando Villavicencio, assassinado em campanha, fazem protesto

Franklin Jacome/Agencia Press South/Getty Images
Fernando Villavicencio
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Fernando Villavicencio

Reprodução

Violência e narcotráfico no Equador

A extradição ocorre em meio à escalada da violência relacionada ao crime organizado no Equador. Apesar da política de segurança de linha-dura adotada pelo presidente Daniel Noboa, os homicídios seguem em alta e grupos ligados ao narcotráfico continuam atuando no país.

O Equador é considerado o maior exportador de cocaína do mundo, e os Estados Unidos estão entre os principais destinos da droga. A posição geográfica do território equatoriano, entre Colômbia e Peru, dois grandes produtores de cocaína, também contribui para sua importância nas rotas internacionais do tráfico.

Desde 2025, o Departamento de Estado norte-americano designou organizações criminosas equatorianas, como Los Lobos e Chone Killers como grupos terroristas.

Em setembro, durante a visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao país, a gangue Los Tiguerones também foi designada como organização terrorista. 

A classificação permite ampliar os instrumentos de sanção e perseguição contra as organizações e seus integrantes.