Equador diz que agente do ICE tentou invadir consulado em Mineápolis
Chanceler equatoriana enviou nota de protesto à Embaixada dos EUA no país e pediu que atos “não se repitam”
atualizado
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O Ministério das Relações Exteriores do Equador disse que um agente do Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) tentou invadir, nessa terça-feira (27/1), o consulado equatoriano em Mineápolis, cidade no estado de Minnesota, palco de forte repressão contra imigrantes no governo Trump.
Segundo a diplomacia equatoriana, funcionários do consulado viram o agente e o impediram de entrar, acionando o protocolo de emergência.
ICE em Mineápolis
- Em dezembro do ano passado, o governo dos EUA lançou uma operação chamada “Metro Surge”, que aumentou o número de agentes federais e a repressão em ações contra a imigração ilegal em Minnesota, principalmente nas cidades de Mineápolis e Saint Paul.
- Em uma ação do ICE, no dia 7 de janeiro, um agente atirou e matou uma mulher, Renee Good, de 37 anos.
- A morte de Renee gerou protestos da população contra operações do ICE, e os governos federal e estadual trocaram acusações.
- Nesse sábado (24/1), outro cidadão foi morto por agentes do ICE – Alex Pretti de 37 anos, aumentando ainda mais os questionamentos acerca da atuação do órgão em Minnesota.
- Após a repercussão da segunda morte em operações do ICE no estado, o presidente dos EUA e o governador de Minnesota, Donald Trump e Tim Walz conversaram por telefone e sinalizaram uma possível trégua, após várias desavenças sobre ações do ICE.
A chanceler do Equador, María Gabriela Sommerfeld, enviou uma nota de protesto para a Embaixada dos EUA no Equador, “para garantir que atos dessa natureza não se repitam em nenhum consulado equatoriano nos Estados Unidos“.
De acordo com convenção das Nações Unidas, consulados são considerados “invioláveis”, mesmo por autoridades do país onde estão sediadas.
O governo equatoriano já havia feito outra cobrança ao Serviço de Imigração dos EUA mais cedo neste mês, pedindo informações do caso em que um menino equatoriano de cinco anos foi detido por agentes federais.
