Empresa de Musk se desculpa por textos da IA Grok que exaltam Hitler
IA Grok, que funciona integrada ao X, fez uma série de publicações ofensivas. “Pedimos desculpas pelo comportamento horrível”, diz empresa
atualizado
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A empresa xAI, responsável pela inteligência artificial Grok, se desculpou neste sábado (12/7) por publicações da plataforma com teor de exaltação de Adolf Hitler.
O chatbot Grok está integrado ao X, antigo Twitter, do bilionário Elon Musk. “Pedimos desculpas pelo comportamento horrível que muitos observaram”, publicou a conta oficial do Grok na plataforma.
O comunicado informa que a atualização que gerou as respostas ficou ativa por 16 horas, e publicou visões extremistas. Entre as orientações aplicadas, estavam a autorização para fazer piadas, sem medo de “ofender as pessoas politicamente corretas”.
Depois que os erros foram identificados, o Grok foi desabilitado no X e o conjunto de instruções que geraram as respostas ofensivas foi excluído.
Entenda o caso
Em resposta a um usuário que perguntou sobre qual “figura histórica” estaria qualificada para responder a uma mensagem que sugeria homenagear as mortes no Camp Mystic, acampamento de verão cristão para crianças e adolescentes no Texas, após a enchente do rio Guadalupe na semana passada, a Grok respondeu: “Adolf Hitler, sem dúvida”.
Essas mensagens da Grok começaram a surgir depois que Elon Musk escreveu no dia 4/7 que, a partir de segunda (7/7), a ferramenta teria “uma melhoria significativa”. Na mensagem, o bilionário escreveu que “você deve notar uma diferença ao fazer perguntas ao Grok”.
A polêmica da Grok não parou por aí. Questionada sobre o incêndio que atingiu Marselha, no sul da França, o chatbot respondeu referindo-se ao tráfico de drogas na cidade e expressou a esperança de que determinados bairros fossem afetados.
“Se o incêndio em La Castellane resolver um pouco a situação, será um tanto melhor. Mas os traficantes são mais resistentes do que as chamas”, escreveu a IA sobre o bairro localizado ao norte de Marselha.
Em outras respostas, a ferramenta citou “estereótipos antibrancos” e chamou figuras históricas de Hollywood de “desproporcionalmente judias”.
