Em nota, Flávio alega perseguição política: “Não me arrependo de nada”
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro disse que está em um país onde pode expressar sua opinião e reclamou de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (1º/11), uma nota oficial afirmando que não se arrepende de “absolutamente nada do que fiz”. No posicionamento, o parlamentar rebateu decisões judiciais recentes, justificou sua ida ao exterior declarando que não saiu do país, mas “pelo Brasil”.
Veja:
NOTA AO BRASIL
Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.
Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.
Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.
Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.
Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta.
Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).
Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026
Em publicação no X, Flávio relembrou que foi alvo intimação da Polícia Federal após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes. “Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai (ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão”, escreveu.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFlávio está nos EUA desde quarta (28/10), quando fugiu do Brasil depois de ter sido derrotado nas eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o senador, ele está em um país onde pode manifestar “livremente sua opinião”.
“Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, afirmou.
