Em menos de um ano, esse é o segundo ataque dos EUA contra Irã
Em junho de 2025, EUA bombardeou 3 instalações nucleares do Irã. Os ataques deixaram ao menos 634 mortos e diversos feridos
atualizado
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Os Estados Unidos e Israel atacaram, pela segunda vez em menos de um ano, o Irã, na madrugada deste sábado (28/2). Em 21 de junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou três instalações nucleares no Irã. O caso ocorreu em meio ao embate entre Irã e Israel.
Os conflitos foram iniciados por Israel sob a alegação de que o país do aiatolá Khomeini estaria próximo de desenvolver armas nucleares. Ao intervir e atacar o Irã, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que as instalações nucleares foram destruídas e que o programa iraniano foi atrasado em “muitos anos” devido ao ataque.
Os bombardeios deixaram ao menos 634 mortos e diversos feridos. Segundo o governo iraniano, 606 das vítimas fatais eram do país. Em Israel, ao menos 28 pessoas morreram.
Os mísseis israelenses deixaram vários prédios do país inimigo completamente destruídos. O principal alvo declarado, as instalações nucleares do Irã, também foram atingidas. No entanto, os maiores estragos foram causados pelos disparos de bombas feitos pelos Estados Unidos.
Após 12 dias de conflitos, Trump declarou, no dia 23 de junho, o cessar-fogo, após os dois países concordarem com a medida.
Ataque em 2026
Os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, na madrugada deste sábado (28/2), tiveram como alvos lideranças iranianas importantes, entre elas o presidente do país, Masoud Pezeshkian, e o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Segundo informações da CNN, a lista de possíveis alvos também incluía o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, Ali Shamkhani, secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, e Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional do país.
Negociações com o Irã
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões na sexta-feira (27/2). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana. Na sexta, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.
“Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança” e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.












