O jornal norte-americano New York Times afirmou, em editorial publicado nesta sexta-feira (11/1), que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assumiu o poder querendo “vingança”. O jornal resgata o passado militar do político e destaca as suas frases contrárias a algumas minorias para dizer que ele tem um impulso “autocrático” que precisa ser contido.

O jornal avalia que, à imagem dos presidentes autoritários das Filipinas, Hungria e Turquia, Bolsonaro teria dado ênfase a um discurso de ódio para levar a cabo as suas propostas. “Mobilizar através da raiva, ódio e medo tornou-se uma estratégia familiar dos autoritários e o Sr. Bolsonaro seguiu o manual”, disse parte do artigo.

Essa estratégia de comunicação, na visão do periódico, é uma espécie de “compensação” para  o que eles chamam de “falta de um programa coerente” do governo. “Atacar minorias e fazer discursos grandiosos servem para compensar a falta de um programa coerente e da capacidade de governar”, diz.

O New York Times avaliou que está nas mãos das instituições brasileiras evitar que o governo Bolsonaro se converta em uma aventura autocrática. “Enquanto ele ganha impulso, com a memória da ditadura militar ainda presente, muito vai depender da habilidade das instituições brasileiras resistirem ao seu ataque autocrático”.