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Eleições nos EUA: acompanhe em tempo real a apuração de votos das midterms

Eleição de meio de mandato vai definir os 435 deputados da Câmara e um terço do Senado. Resultado terá influência direita no governo Trump

03/11/2026 20:00
Arte/Metrópoles
Eleição de meio de mandato nos EUA pode definir futuro do governo Trump

Os Estados Unidos começaram a apuração de votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Às 20h, no horário de Brasília, as urnas fecharam em partes dos estados de Indiana e Kentucky, e os resultados começaram a ser contabilizados.

Acompanhe em tempo real a apuração dos votos:

O resultado começa a sair na noite desta terça-feira (3/11), mas a conclusão pode levar dias. Nas midterms de 2022 e de 2024, o controle da Câmara só foi definido após oito dias de apuração.

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Confira o horário de fechamento das urnas em cada estado. Os horários adotados seguem o fuso horário de Brasília.

  • 20h desta terça-feira: Indiana e Kentucky
  • 21h: Geórgia, Carolina do Sul, Vermont, Virgínia e maior parte da Flórida
  • 21h30: Carolina do Norte, Ohio e West Virginia
  • 22h: Alabama, Connecticut, Delaware, Distrito de Columbia, Illinois, Kansas (maior parte), Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan (maior parte), Mississippi, Missouri, New Jersey, North Dakota (maior parte), Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, South Dakota (maior parte) e Tennessee
  • 22h30: Arkansas
  • 23h: Arizona, Colorado, Louisiana, Minnesota, Nebraska, New Mexico, New York, Wisconsin e Wyoming; além das partes restantes de North Dakota, South Dakota e Texas
  • 0h de quarta-feira: Idaho (maior parte), Montana, Nevada e Utah
  • 1h: California, Washington e Oregon
  • 2h: Havaí
  • 3h: Alasca

A eleição ocorre no momento de maior desgaste da administração do presidente republicano Donald Trump, marcado pela queda na aprovação devido ao prolongamento da guerra contra o Irã e pelo aumento do custo de vida.

No ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026, estão em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 cadeiras na Câmara dos Representantes. Há também diversas propostas submetidas à votação popular (ballot measures) em todo o país, abrangendo temas que vão desde a administração eleitoral até o acesso ao aborto.

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Os democratas buscam retomar o controle de ambas as casas do Congresso. Eles precisam conquistar quatro cadeiras no Senado (e manter as que já ganharam) para garantir maioria de 51 assentos e obter pelo menos 218 cadeiras para retomar a Câmara.

Formação atual do Senado e da Câmara dos EUA:


O que está em jogo?

  • As eleições de meio de mandato ocorrem a cada dois anos, no intervalo entre as disputas presidenciais, e funcionam como uma avaliação do governo em exercício.
  • Diferentemente das eleições presidenciais, não há um candidato à Casa Branca na cédula.
  • Ainda assim, o resultado costuma refletir a satisfação dos eleitores com os rumos do país.
  • Serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
  • Os mandatos dos deputados duram dois anos, enquanto os senadores cumprem períodos de seis anos.
  • Atualmente, os republicanos ocupam 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas.
  • Para recuperar o controle da Casa, a oposição precisa conquistar quatro assentos a mais.
  • No Senado, os republicanos têm 53 das 100 vagas, enquanto democratas e independentes alinhados ao partido somam 47.
  • Para assumir a maioria, os democratas precisam chegar a 51 cadeiras.
  • A importância do resultado está nas atribuições do Congresso, responsável pela elaboração e aprovação de leis federais, além da fiscalização do Poder Executivo.
  • Uma mudança na composição parlamentar pode dificultar a aprovação de projetos prioritários da Casa Branca e alterar o equilíbrio de forças em Washington.

Trump faz último apelo por votos republicanos

Na véspera da votação, Trump intensificou a mobilização de eleitores para tentar preservar a maioria republicana no Congresso. Em discurso de aproximadamente 50 minutos no espelho-d’água do Lincoln Memorial, em Washington, na segunda-feira (2/11), o presidente classificou o pleito como o mais importante de suas vidas e voltou a atacar os democratas.

“O Partido Democrata indicou a lista de candidatos mais extremista e perigosa da história americana“, declarou.

O republicano também acusou os adversários de defenderem fronteiras abertas, aumento de impostos, restrições ao porte de armas e políticas que, segundo ele, elevariam os custos de energia e ampliariam a imigração.

Ao defender seu governo, Trump afirmou que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro” e destacou o desempenho econômico de sua administração. O presidente também pediu que os apoiadores tratem a votação como se ele próprio estivesse na disputa.

O discurso presidencial ocorre em meio à insatisfação de parte do eleitorado com o custo de vida. Até mesmo estrategistas republicanos demonstraram preocupação com o fato de Trump dedicar espaço a projetos de reforma e construção de monumentos e estruturas em Washington, enquanto os americanos enfrentam dificuldades econômicas.

O que uma derrota pode significar para Trump?

Uma eventual vitória democrata em pelo menos uma das Casas do Congresso representaria uma mudança importante na relação entre o Legislativo e a Casa Branca.

Com o controle da Câmara, a oposição passaria a comandar as comissões parlamentares e teria instrumentos para convocar integrantes do governo, solicitar documentos e abrir investigações sobre a administração republicana.

O governo também poderia enfrentar questionamentos sobre contratos, conflitos de interesse e medidas adotadas por meio de decretos presidenciais.

A possibilidade de um novo processo de impeachment também pode ganhar força entre os democratas. A Câmara dos Representantes tem competência para apresentar acusações contra o presidente, enquanto cabe ao Senado conduzir o julgamento político. Eventual condenação, contudo, exige o apoio de dois terços dos senadores.

No Senado, a mudança de maioria permitiria à oposição dificultar a confirmação de indicações presidenciais para cargos de alto escalão, embaixadas e tribunais federais, incluindo eventuais vagas na Suprema Corte.

Trump ainda poderia recorrer a ordens executivas para implementar parte de sua agenda, mas enfrentaria maior resistência institucional e dificuldades para transformar suas propostas em leis.

O resultado também deve influenciar as articulações para a eleição presidencial de 2028, da qual Trump não poderá participar por já ter exercido dois mandatos.