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Eleições na França: Macron pede que premiê permaneça no cargo

Após vitória da esquerda nas eleições da França, Gabriel Attal anunciou que deixaria seu cargo, mas Macron pediu que premiê ficasse

Giovanna Estrela08/07/2024 08:10, atualizado 08/07/2024 08:41
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Stephane Lemouton/Bestimage/IMAGO
Imagem colorida de Emanuel Macron, presidente da França -- Metrópoles

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu, nesta segunda-feira (8/7), que o primeiro-ministro Gabriel Attal permaneça em seu cargo. De acordo com comunicado divulgado pelo governo, o pedido vem para “garantir a estabilidade do país”.

Macron recebeu o primeiro-ministro na manhã desta segunda (horário francês) e “agradeceu as campanhas eleitorais europeias e legislativas que liderou”.

No domingo (7/7), após projeções iniciais das eleições legislativas indicarem o bloco de esquerda Nova Frente Popular emergir como a maior força no Parlamento francês, Attal, de centro-direita, anunciou que renunciaria ao cargo.

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Gabriel Attal, primeiro-ministro francês
Apoiadores da Nova Frente Popular reúnem-se na Place de la Republique, em Paris, França, após a derrota da extrema direita nas eleições legislativas
Franceses compareceram em peso nas urnas em eleição legislativa
Assembleia Nacional da França
Votação na França
Macron durante votação parlamentar adiantada na França
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Macron durante votação parlamentar adiantada na França

Reprodução/ Twitter
Gabriel Attal, primeiro-ministro francês
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Gabriel Attal, primeiro-ministro francês

Christian Liewig - Corbis/Getty Images
Apoiadores da Nova Frente Popular reúnem-se na Place de la Republique, em Paris, França, após a derrota da extrema direita nas eleições legislativas
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Apoiadores da Nova Frente Popular reúnem-se na Place de la Republique, em Paris, França, após a derrota da extrema direita nas eleições legislativas

Nathan Posner/Anadolu via Getty Images
Franceses compareceram em peso nas urnas em eleição legislativa
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Franceses compareceram em peso nas urnas em eleição legislativa

REUTERS - Yara Nardi
Assembleia Nacional da França
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Assembleia Nacional da França

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Votação na França
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Votação na França

Mohamad Salaheldin Abdelg Alsayed/Anadolu via Getty Images
Marine Le Pen é um dos principais nomes da extrema-direita da França
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Marine Le Pen é um dos principais nomes da extrema-direita da França

Artur Widak/NurPhoto via Getty Images

Como prometido, o premiê compareceu ao Palácio do Eliseu nesta manhã para pedir a renúncia. No entanto, Macron pediu que ele permanecesse no cargo até que a situação se defina.

Isso porque, apesar de vencer o pleito e barrar a extrema direita, a esquerda não obteve o número mínimo de assentos no Parlamento francês necessários para indicar um primeiro-ministro. Além disso, a Olimpíada de Paris começa daqui a poucos dias.

Veja resultado das eleições:

  • Nova Frente Popular (esquerda): 182 cadeiras
  • Juntos (governista, de centro): 168 cadeiras
  • Reunião Nacional (extrema direita): 143 cadeiras

Macron não precisa escolher novo premiê da França agora

Attal havia confirmado sua renúncia, mas ressaltou que, como nenhum bloco político conseguiu a maioria absoluta, ele continuaria no cargo “enquanto o dever assim exigir”.

A Constituição não estabelece um prazo para o presidente nomear o seu primeiro-ministro. Emmanuel Macron poderá, portanto, nomeá-lo esta semana, dentro de duas semanas ou no fim do verão no hemisfério norte, se assim o desejar.

Para garantir o princípio da continuidade do Estado, o atual governo permanecerá no cargo enquanto for necessário. Quanto à escalação, o presidente pode escolher quem quer que lidere o governo, mas, segundo a tradição, ele leve em consideração os resultados das eleições legislativas.

Além disso, como lembra uma reportagem publicada pela France Info, a pessoa escolhida por Emmanuel Macron para ocupar o cargo de primeiro-ministro pode recusar a sua oferta.

Nesse caso, o presidente terá que encontrar outra pessoa, uma figura política ou um perfil dito “mais técnico”.

Ele vai liderar, então, um governo composto por especialistas, altos funcionários e até economistas para gerir as ações do Estado durante pelo menos um ano, uma vez que a Assembleia Nacional não pode ser dissolvida novamente durante este prazo.