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Mundo

Eleições em Israel: bloco pró-Netanyahu lidera, mas não tem maioria

Likud, partido de Benjamin Netanyahu, tem 53 cadeiras. Oposição sionista tem 48, e, partidos árabes, 19, um recorde histórico

28/10/2026 11:15, atualizado 28/10/2026 11:19
Amir Levy/Getty Images
O ex-primeiro-ministro israelense e líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, fala em um evento na noite da eleição em Jerusalém, Israel. As pesquisas de boca de urna mostraram Netanyahu com uma estreita vantagem no final do dia da eleição, a quinta do país em quatro anos que nomeará um novo Kesset, o parlamento de 120 assentos - Metrópoles

A apuração das eleições parlamentares em Israel, realizadas nessa terça-feira (27/10), já ultrapassou 85%. Até o momento, os partidos que apoiam o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu somam 53 cadeiras, a oposição sionista, liderada por Gadi Eisenkot, 48, e os partidos árabes 19, um recorde histórico.

Os resultados são parciais e podem mudar conforme avanço da apuração. O Knesset, parlamento israelense, tem 120 cadeiras. Para ter maioria é necessário conquistar 61 vagas.

Para conquistar cadeiras em Israel, o partido precisa receber pelo menos 3,25% dos votos válidos. Se houver menos que isso, os votos são excluídos da conta final.

A atual eleição é a primeira desde a escalada da guerra entre Israel e Hamas, em 2023. O comparecimento é de 77,7%, maior que os 70,6% de 2022.

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Nas últimas eleições em Israel, de 2022 o bloco pró-Netanyahu conseguiu 64 cadeiras, a oposição, 46, e os partidos árabes 10.

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Yousef Jabareen, político do partido Lista Conjunta, de Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do partido Likud
Gadi Eisenkot, político israelense de oposição a Netanyahu
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Gadi Eisenkot, político israelense de oposição a Netanyahu

Reprodução/X
Yousef Jabareen, político do partido Lista Conjunta, de Israel
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Yousef Jabareen, político do partido Lista Conjunta, de Israel

Reprodução/X
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do partido Likud
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do partido Likud

AP/Ronen Zvulun

Líderes partidários falam

Após a votação, Netanyahu discursou, defendeu a guerra contra o Irã, a aliança com o governo americano de Donald Trump, e disse que é preciso “formar um governo nacional forte e de direita”.

“É simplesmente proibido colocar Israel em perigo e formar um governo que se baseie em partidos árabes antissionistas. Partidos que se opõem à nossa própria existência, que veem o Hamas como uma organização de caridade, que chamam nossos soldados de criminosos de guerra”, disse Netanyahu, citado pelo jornal Times of Israel.

Por outro lado, o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, afirma que o povo “escolheu a mudança” e votou “contra a permanência” de Netanyahu.

“A coligação fracassada perdeu a confiança do povo”, disse. “Netanyahu depara-se esta noite com uma maioria nacionalista sionista maior e mais forte do que a sua”, complementou Eisenkot, que afirma que trabalhará pelo reconhecimento de Israel como estado judeu e democrático e com o desmantelamento do Hamas.

Já o presidente do partido Lista Conjunta, de maioria árabe e de esquerda, afirma que qualquer um que queira substituir Netanyahu terá que dialogar com seu partido, com os árabes conseguindos 19 cadeiras no Knesset, número sem precedentes.

“Qualquer pessoa que queira oferecer uma alternativa substancial e genuína ao governo sanguinário de Netanyahu terá que conversar conosco para abrir caminho para a mudança que o público israelense tanto anseia”, disse Jabareen ao Canal 13 de Israel.

“Ou continuamos com o racismo, a exclusão e a supremacia, ou temos uma verdadeira parceria judaico-árabe”, afirma ele.