Macron é reeleito presidente da França, apontam projeções

As projeções indicam que presidente angariou 58% dos votos. Macron é o primeiro mandatário a ser reeleito desde Jacques Chirac

atualizado 24/04/2022 15:24

Getty Images

O presidente francês, Emmanuel Macron, foi reeleito neste domingo (24/4), segundo as principais pesquisas de boca-de-urna. As projeções indicam que ele angariou 58% dos votos. Macron venceu a candidata de extrema direita Marine Le Pen.

Macron comandará a França pelos próximos cinco anos. O país é a segunda maior economia da União Europeia e o único membro permanente do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) do bloco europeu.

O presidente francês e Le Pen repetiram o mesmo cenário da eleição de 2017. À época, Macron saiu vitorioso com uma vantagem maior que agora: 66%. Macron é o primeiro mandatário a ser reeleito desde Jacques Chirac (1995-2007).

Mais cedo, Macron votou na cidade de Le Touquet, onde parou para cumprimentar simpatizantes e fazer fotos. Já Marine, votou em Hénin-Beaumont.

Veja os registros dos candidatos:

Primeiro turno

Macron e Le Pen emergiram como os dois principais nomes entre os 12 candidatos no primeiro turno, em 10 de abril, conquistando 27,85% e 23,15% dos votos, respectivamente. O populista de esquerda Jean-Luc Mélenchon ficou de fora por pouco, com 21,95%.

Como ninguém alcançou a maioria absoluta, os dois principais candidatos, Le Pen e Macron, avançaram como as duas únicas opções no segundo turno.

Quem são Le Pen e Macron

O atual presidente francês, Emmanuel Macron, um centrista pró-Europa, concorre à reeleição. Ele tem 44 anos e se autopromove como uma força estável durante um período de crise.

Zombado como “o rei Sol”, Macron tem como seu principal obstáculo sua imagem como um elitista arrogante. Seu mandato foi marcado por altos e baixos. O chamado movimento dos “coletes amarelos”, em 2018, foi desencadeado por suas políticas favoráveis ​​aos negócios e cortes de impostos para os ricos.

Le Pen, uma populista de extrema direita do partido Reunião Nacional (RN), fez campanha de linha dura contra a imigração e pela defesa da identidade francesa tradicional.

Ela tem sido criticada na Europa por sua postura contra a União Europeia e a Otan – atualmente dois grandes atores na resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Também é frequentemente criticada por aproximação com autocratas.

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