Egito condena 10 torcedores à morte por 74 vítimas fatais em estádio
Em primeira instância, haviam sido 21 sentenças de morte, das quais 10 foram revogadas. Nesta segunda (20/2), um homem se livrou da pena
atualizado
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A mais alta corte de apelação do Egito acatou nesta segunda-feira (20/2) a sentença de morte imposta a 10 torcedores do Al-Masry, considerados responsáveis pelo massacre de 74 pessoas durante uma partida de futebol em 2012, a “Tragédia de Port Said”. Em primeira instância, haviam sido 21 sentenças de morte, das quais 10 foram revogadas. Nesta segunda, um torcedor se livrou da morte.
O veredicto da Corte de Cassação do Egito é final, de forma que nenhum dos condenados poderá recorrer. No total, 73 pessoas foram acusadas pela tragédia, com a maioria delas recebendo penas menores, de menos de 15 anos. Entre os que receberam penas pequenas estão nove policiais, o chefe de segurança responsável pelo estádio e o diretor esportivo do Al-Masry.
A briga, que aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2012, foi a mais letal do futebol no mundo nos últimos 15 anos. No incidente centenas de torcedores do Al-Masry invadiram o campo e atacaram os fãs do Al-Ahly. Morreram 72 torcedores do time do Cairo e dois policiais.A torcida do time do Al-Ahly participou ativamente de protestos contra o ex-presidente Hosni Mubarak na Praça Tahrir durante a Primavera Árabe. Já os habitantes de Port Said apoiavam Mubarak, o que teria instigado o ataque. A polícia não conseguiu evitar o massacre.
Em 2013, quando a sentença em primeira instância foi divulgada, uma onda de violência se espalhou pelo Egito, em protesto. Só na cidade costeira de Port Said mais de 30 pessoas foram mortas.
