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Economia

Balança com EUA é deficitária ao Brasil antes mesmo das taxas de Trump

Trump anuncia taxação contra Brasil, no entanto, balança comercial com os EUA é historicamente deficitária

09/07/2025 19:35, atualizado 09/07/2025 19:44
Governo dos Estados Unidos
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou taxação de 50% para produtos brasileiros. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (9/7), por meio de uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A carta afirma que as tarifas impostas são necessárias para corrigir os anos de “políticas tarifárias, não-tarifárias e barreiras comerciais do Brasil, causando esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos”. O texto continua e destaca que o déficit é uma grande ameaça para a economia americana e para a segurança nacional.

No entanto, a balança comercial entre EUA e Brasil é historicamente deficitária para o Brasil, ou seja, isso quer dizer que o Brasil importa mais do que exporta. Os dados mais recentes, divulgados na semana passada, apontam que as exportações no mês de junho de 2025 cresceram 2,4% e  somaram US$ 3,36 bilhões.

Já as importações aumentaram 18,5% e chegaram a US$ 3,96 bilhões. Na prática, a balança  resultou num déficit de US$ -0,59 bilhões. No acumulado do ano, a balança comercial com os EUA apresentou déficit de US$ -1,67 bilhões.

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Fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que os produtos comprados dos Estados Unidos poderiam ser facilmente comprados da China e apontam que se Trump quiser transformar um relacionamento comercial em uma política partidária, “que ele tenha boa sorte”.

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Principais produtos exportados para os EUA em junho de 2025

  • Ferro e Aço;
  • Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus;
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes;
  • Celulose.

Principais produtos importados dos EUA em junho de 2025 

  • Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores);
  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos);
  • Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes;
  • Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos;
  • Outros medicamentos, incluindo veterinários.

O presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, Carlos Eduardo Oliveira Jr, destacou que com a tarifa, alguns produtos podem perder competitividade frente a concorrentes como Argentina, Austrália e países do Sudeste Asiático.

Ele destacou, ainda, que a inflação de alimentos, hoje em alta no Brasil, pode ser afetada indiretamente, caso produtores redirecionem parte da oferta ao mercado interno ou busquem novos mercados externos com maior custo logístico.

Apesar das tarifas, Carlos Eduardo vê a situação como um incentivo a industrialização. “Tarifas sobre commodities podem pressionar o Brasil a investir mais em cadeias de valor agregada, diversificando a pauta exportadora e reduzindo a dependência de mercados específicos”, disse ele.