Atividade econômica do Reino Unido tem leve alta em novembro

Índice de Gerente de Compras do Reino Unido segue abaixo de 50 pontos, o que indica cenário de retração; país enfrenta recessão e inflação

atualizado 23/11/2022 11:26

Rishi Sunak Justin Tallis - WPA Pool/Getty Images

O índice de atividade econômica do Reino Unido vem esboçando uma leve melhora em novembro, embora ainda em um cenário de retração, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23/11) pela S&P Global.

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês), que reúne dados da indústria e do setor de serviços, subiu de 48,2 em outubro para 48,3 na leitura preliminar de novembro.

Quando abaixo dos 50 pontos, o índice aponta retração na atividade econômica. Acima dos 50, expansão.

Os dados vieram acima das projeções do mercado. Economistas consultados pelo Wall Street Journal estimavam que o PMI de novembro ficasse em 47,3 pontos.

Segundo o Banco Central do Reino Unido, o país já está tecnicamente em recessão, com dois trimestres consecutivos de retração econômica. Entre julho e setembro deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,2%.

Pacote fiscal

No dia 17, o governo do primeiro-ministro Rishi Sunak (foto) anunciou um pacote fiscal que prevê, entre outras medidas, aumento de impostos para empresas de energia e o compromisso de economizar 55 bilhões de libras (US$ 65 bilhões ou R$ 347 bilhões).

O pacote prevê ainda uma ajuda à população para que consiga lidar com a alta nos preços da eletricidade doméstica. O limite de preço das contas de energia será estendido por mais 12 meses.

O aperto fiscal será dividido entre novas fontes de arrecadação, por um lado, e diminuição de gastos do governo, por outro – de modo que se chegue ao “número mágico” dos 55 bilhões de libras.

Londres também aumentará o imposto sobre os lucros excepcionais das empresas petrolíferas, dos atuais 25% para 35%. A ideia é manter a cobrança nesse percentual pelo menos até 2028.

Inflação

O Reino Unido registrou, em outubro, o maior aumento da inflação em 41 anos, segundo dados divulgados pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês).

No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor avançou 11,1% na comparação anual – maior alta desde outubro de 1981. Em setembro, a taxa havia ficado em 10,1%.

Mais lidas
Últimas notícias