Dois candidatos de direita lideram pesquisas na Bolívia

Esquerda pode perder o comando do país após 20 anos invicta em eleições. Samuel Doria e Jorge Quiroga disputarão o segundo turno

atualizado

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Gaston Brito/Getty Images
Foto colorida do presidente da Bolívia, Luis Arce, durante a celebração do dia nacional do 'Acullico' em 11 de janeiro de 2024 em La Paz, Bolívia - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do presidente da Bolívia, Luis Arce, durante a celebração do dia nacional do 'Acullico' em 11 de janeiro de 2024 em La Paz, Bolívia - Metrópoles - Foto: Gaston Brito/Getty Images

A esquerda na Bolívia está muito perto de perder o poder após quase 20 anos no comando do governo, exceto um período de doze meses em 2019-2020. Segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, publicadas nesse domingo (10/08), dois candidatos da oposição lideram a corrida e devem disputar o segundo turno.

Segundo os levantamentos da Ipsos-Ciesmori e da Captura Consulting, os últimos autorizados antes do pleito, o empresário de centro-direita Samuel Doria Medina, candidato pelo partido Alianza Unidad, lidera com 21,2% e 21,6%, respectivamente.

Ele é seguido de perto pelo ex-presidente de direita Jorge Quiroga, da coalizão Libre, com 20% em ambas as pesquisas. Se a tendência se confirmar no próximo domingo, os dois candidatos disputarão um segundo turno em 19 de outubro.

Desde 2005, o Movimento ao Socialismo (MAS), de esquerda, liderado por Evo Morales por três mandatos (2006-2019) e depois por Luis Arce (2020-2025), venceu todas as suas eleições em primeiro turno.

No entanto, de novembro de 2019, quando Morales renunciou, até novembro de 2020, quando Arce foi eleito, o país foi governado interinamente por Jeanine Áñez.

Esquerda ameaçada

O MAS vê sua continuidade no poder ameaçada em um momento em que a Bolívia atravessa uma crise econômica decorrente da escassez de dólares, que se tornou a principal preocupação dos bolivianos nos últimos meses.

O governo do presidente Luis Arce, que não buscará a reeleição, esgotou praticamente as reservas internacionais em dólares do país para sustentar uma política de subsídios, importando gasolina e diesel, além de alguns insumos, e os vendendo a preços mais baixos no mercado interno.

Sem mais moeda estrangeira para as compras internacionais, porém, a disponibilidade desses produtos ficou inconstante, levando a longas filas.

Em julho, a inflação anual atingiu 24,8%, o maior valor desde pelo menos 2008, prejudicando ainda mais o MAS nas pesquisas eleitorais. O candidato da sigla, o ex-ministro Eduardo del Castillo, aparece em sétimo lugar entre nove candidatos.

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