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Direitos Humanos

Manifestantes bloqueiam aeroporto de Hong Kong e 40 são presos

Circulação de trens para o aeroporto foi suspensa neste domingo, mas pousos e decolagens não foram afetados

01/09/2019 09:55
Reprodução/Twitter
Manifestantes bloqueiam aeroporto de Hong Kong e 40 são presos

Durante uma noite de violência nas primeiras horas deste domingo (01/09/2019), centenas de pessoas se reuniram em frente ao aeroporto de Hong Kong em mais uma série de protestos contra o governo chinês. A polícia disse que os manifestantes atiraram postes, tijolos e pedras no metrô próximo à estação do aeroporto e invadiram a pista.

Em resposta, a polícia disparou gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. Os manifestantes arremessaram coquetéis molotov e tijolos, além de incendiarem barricadas. O confronto foi acompanhado por helicópteros do governo, que sobrevoavam a área.

A segurança foi reforçada na entrada dos terminais, os trens para o aeroporto foram suspensos e uma rodovia ficou congestionada, mas não houve interrupção nos pousos e decolagens do aeroporto. A polícia de Hong Kong afirma que prendeu 40 pessoas dentro da estação de metrô Prince Edward por suspeita de vandalismo e imagens de pessoas sendo espancadas pela polícia correram o mundo. Parte do sistema de metrô foi afetado e três estações foram fechadas.

A Anistia Internacional disse que a violência no metrô deve ser investigada. “A violência dirigida à polícia no sábado não é desculpa para os policiais irem para o tumulto em outro lugar”, afirmou.

No início da noite, os manifestantes deixaram o aeroporto e milhares seguiram a pé para a cidade de Tung Chung.

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A manifestação ocorre após confrontos violentos no último sábado (31/08/2019), quando a população ateou fogo em barricadas e lançou coquetéis molotov contra a polícia. As forças de segurança reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água coloridos para identificar os manifestantes. Na sexta-feira (30/08/2019), pelo menos vinte pessoas identificadas como organizadoras dos protestos foram detidas pela polícia de Hong Kong.

A China acusa potências estrangeiras, particularmente os Estados Unidos e a Inglaterra, de incentivarem os protestos. Várias centenas de manifestantes também se reuniram em frente ao consulado britânico no centro de Hong Kong, agitando bandeiras do Reino Unido e e cantando “Deus salve a rainha”.

Os protestos começaram em junho contra um projeto de extradição, agora suspenso, que permitiria que as pessoas na cidade fossem enviadas à China para julgamento em tribunais controlados pelo Partido Comunista. Ao longo das últimas treze semanas, porém, as manifestações evoluíram para uma demanda generalizada por maior democracia.

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