Compartilhar notícia

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende voltar “o mais rápido possível” ao seu país, dois dias após a captura do presidente Nicolás Maduro durante uma operação militar americana.
Em entrevista ao canal americano Fox News, María Corina Machado detalhou seu projeto político para a Venezuela, mesmo sem contar com o apoio de Donald Trump para assumir a liderança do país. Ela declarou que planeja retornar a Caracas e transformar a Venezuela, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, “no centro energético das Américas”.
“Vamos trazer o Estado de direito, vamos abrir os mercados e garantir segurança para os investimentos estrangeiros”, acrescentou.
Sem revelar sua localização, a líder da oposição também criticou duramente Delcy Rodríguez, empossada nesta segunda-feira como presidente interina da Venezuela. A vencedora do Nobel afirmou que Rodríguez é “uma das principais arquitetas da tortura” atribuída ao governo de Caracas.
María Corina considera que a presidente interina, que declarou intenção de cooperar com Washington, é “rejeitada” pelos venezuelanos. “Em eleições livres e justas, venceremos com mais de 90% dos votos, não tenho nenhuma dúvida disso”, afirmou.
Trump descarta eleições imediatas
No sábado, Donald Trump havia descartado María Corina Machado para assumir o comando do país no lugar de Nicolás Maduro. O presidente americano alegou que ela “não tem apoio nem respeito dentro de seu país”.
Trump afastou a ideia de qualquer eleição na Venezuela nos próximos 30 dias, afirmando em entrevista à NBC que os Estados Unidos precisam “primeiro colocar o país de pé”.
Embora tenha dito não querer se envolver nos assuntos políticos de outros países, como os Estados Unidos fizeram no Iraque ou no Afeganistão nos anos 2000, Trump deixou claro seu interesse pelas vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Maduro se declara inocente em Nova York
Preso em uma penitenciária de Nova York, Nicolás Maduro compareceu nesta segunda-feira a um tribunal para um breve, porém necessário, procedimento legal que marca o início de uma longa batalha judicial sobre a legalidade de seu julgamento nos EUA. Ele se declarou inocente diante do juiz federal das acusações de narcoterrorismo. Maduro permanecerá detido até a próxima audiência, marcada para 17 de março.
Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.
