Cúpulas de Otan e G7 lançam nova ofensiva para frear economia russa

De 26 a 30 de junho, líderes das principais potências do mundo se reuniram em busca de saída para uma lista grande de crises

atualizado 01/07/2022 20:42

BRUXELAS, BRUXELAS, ÉLGIUM - 24 DE FEVEREIRO: O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, faz uma declaração sobre a operação militar da Rússia na Ucrânia, na sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 24 de fevereiro de 2022ÉLGIUM - 24 DE FEVEREIRO: O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, faz uma declaração sobre a operação militar da Rússia na Ucrânia, na sede da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 24 de fevereiro de 2022. (Foto de Dursun Aydemir/Agência Anadolu via Getty Images) Dursun Aydemir/Agência Anadolu via Getty Images

Líderes das sete maiores economias do mundo se reuniram nesta semana na Alemanha para a cúpula do G7. O encontro foi uma tentativa de encontrar solução para a inflação global e para a guerra na Ucrânia.

De quarta a sexta (29 a 30/6), na Espanha, foi a vez da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que teve a presença d0s 30 países-membros da aliança militar. O assunto da reunião foram os pedidos de adesão da Finlândia e da Suécia ao grupo e o reforço militar na Europa.

Hoje, o G7 é composto por Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Japão, Canadá e Itália. Na edição deste ano, a cúpula das maiores economias do mundo tentou encontrar saída para uma lista grande de crises.

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Sem presença russa desde 2014 (após a anexação da Crimeia), uma das prioridades do encontro foi encontrar formas de punir Vladimir Putin pela invasão sem afetar as economias dos outros países — já que as sanções impostas ainda não geraram o retorno esperado pela União Europeia.

“A Europa se encontra em uma situação difícil porque as sanções contra a Rússia não surtiram o efeito previsto. Na cúpula, os EUA chegaram a anunciar suspensão da importação de ouro dos russos, mas boa parte dos países europeus não pode fazer muito”, comenta o especialista em Relações Internacionais Roberto Goulart.

Mesmo com as grande número de sanções, o governo russo se ancora na China, que ajuda sendo a principal compradora de energia do país. Além disso, a alta do petróleo (consequência da própria guerra) é positiva para a economia da Rússia.

Confira as principais medidas do G7:

  • EUA, Canadá, Japão e Reino Unido proibiram as importações de ouro da Rússia, um dos principais produto de exportação;
  • EUA aumentaram as tarifas sobre mais de 570 tipos de produtos russos;
  • elaboração de mecanismo inédito que limita preço do petróleo russo;
  • plano global de investimentos em infraestrutura para países em desenvolvimento, com pacote de US$ 600 bilhões até 2027.

Otan tem reforço militar

Apesar de inicial resistência, a Turquia cedeu e Finlândia e Suécia ingressarão oficialmente na Otan na cúpula em Madrid. Os países-membro também anunciaram, na última quarta (29), algo que Vladimir Putin temia: aumento significativo das forças da aliança. O maior desde a Guerra Fria.

A reunião consolidou o plano de aumentar de 40 mil para mais de 300 mil o número de soldados em nível de alta prontidão. Segundo o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg,  “para situações de emergência”.

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Além do aumento das tropas, as potências discutiram estratégias de segurança internacional em meio à guerra na Ucrânia.

No G7 (em que todos os países, menos o Japão, estão na Otan), já havia sido acordado aumentar as restrições contra a Rússia com relação ao ouro e tentar limitar preços do petróleo russo. Já na Otan, a mensagem foi reafirmada e estreita o caminho de Putin para vencer a guerra na Ucrânia.

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