Cuba diz estar “preparada” para possível confronto militar com EUA
Vice-chanceler cubano, Carlos Cossío, reage a ameaças de Trump e afirma que forças armadas da ilha estão prontas para qualquer cenário
atualizado
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Cuba enviou um alerta aos Estados Unidos neste domingo (23/3), afirmando que as forças armadas cubanas estão “preparadas” para responder a qualquer possível agressão norte-americana.
O recado cubano ocorre em meio à retomada de pressões por parte do presidente norte-americano, Donald Trump, que voltou a mencionar a possibilidade de ações contra a ilha.
A posição foi apresentada pelo vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossío, durante entrevista à NBC, em um momento marcado por tensões diplomáticas e incertezas sobre o futuro das relações entre os dois países.
Na entrevista, Cossío afirmou que o país não acredita em um ataque iminente, mas destacou que a preparação militar é constante.
“Nossas forças armadas estão sempre preparadas. E, de fato, estão se preparando nestes dias para a possibilidade de uma agressão militar”, disse.
O vice-chanceler acrescentou que, historicamente, Cuba sempre manteve capacidade de mobilização diante de ameaças externas, embora considere improvável uma escalada direta com os Estados Unidos.
“Sempre vimos isso como algo muito distante. Não acreditamos que seja provável. Mas seríamos ingênuos se não nos preparássemos”, afirmou.
Tensão após declarações de Trump
O alerta cubano surge após declarações recentes de Trump, que voltou a sugerir ações mais duras em relação à ilha. Em falas a jornalistas, o presidente americano afirmou que poderia “tomar” Cuba e mencionou a possibilidade de uma eventual mudança no regime do país. “Eu acredito que terei a honra de — de ter a honra de tomar Cuba. Seria uma grande honra”, declarou Trump.
Crise e negociações
O vice-chanceler também comentou a situação econômica da ilha, que enfrenta dificuldades agravadas por restrições externas e limitações no fornecimento de energia. Cossío criticou medidas adotadas pelos Estados Unidos, que, segundo ele, afetam o acesso de Cuba a combustíveis e impactam setores essenciais como transporte, saúde e educação.
Apesar do clima de tensão, Estados Unidos e Cuba mantêm canais de diálogo em temas bilaterais, segundo Cossío. No entanto, ele reforçou que essas conversas não envolvem mudança de regime nem outras pautas estruturais.






