Cuba anuncia liberação de 51 prisioneiros após negociação com Vaticano
No fim do mês passado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reuniu-se com autoridades do Vaticano
atualizado
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O governo cubano decidiu liberar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias após conversas com o Vaticano, informou o Ministério das Relações Exteriores na quinta-feira (12/3).
“Em espírito de boa vontade e considerando as estreitas e fluidas relações entre o Estado cubano e o Vaticano, com os quais se mantém historicamente um diálogo sobre a revisão e a libertação de presos, o governo cubano decidiu libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias. Todas cumpriram uma parte significativa de suas penas e mantiveram boa conduta na prisão”, disse o comunicado.
Segundo Cuba, a prática é comum no sistema de justiça, que concedeu indultos a 9.905 detentos desde 2010.
“Esta decisão soberana é uma prática comum em nosso sistema de justiça criminal e tem caracterizado a trajetória humanitária da Revolução, que desta vez coincide com a aproximação das celebrações religiosas da Semana Santa”, disse.
No fim do mês passado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reuniu-se com autoridades do Vaticano.
“Sou profundamente grato a Sua Santidade Leão XIV pela honra de ter me recebido em audiência como Enviado Especial do Presidente da República de Cuba”, disse Parrilla pelas redes sociais após o encontro.
Agradezco profundamente a Su Santidad León XIV(@Pontifex_es) el honor de haberme recibido en Audiencia como Enviado Especial del Presidente de la República de #Cuba, @DiazCanelB. pic.twitter.com/EU2cdnQkAU
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) February 28, 2026
Ilha sofre pressão dos EUA
Os EUA têm aumentado a pressão econômica na ilha nos últimos dias. Na segunda-feira (9/3), o presidente Donald Trump ameaçou uma tomada de controle do país de forma “amigável” ou não.
Segundo o líder norte-americano, Cuba enfrenta uma grave situação humanitária. Por isso, autoridades locais estão pressionadas para fazer um acordo com os EUA.
“Pode ser uma tomada de controle amigável, pode não ser uma tomada de controle amigável”, disse Trump. “Não importa, porque eles estão realmente no fim, como dizem. Eles não têm energia, eles não têm dinheiro. Eles estão com grandes problemas a nível humanitário”.
