Com vacina, Israel reduz casos e tenta retomar rotina no país

Dados revelam uma queda no número de mortes nos últimos dias e também do coeficiente de infecção, que caiu para 0,88

atualizado 14/02/2021 16:53

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Pelo menos 3,7 milhões de israelenses já haviam recebido até essa sexta-feira (12/2) a primeira dose da vacina da Pfizer/BioNTech e 2,4 milhões, a segunda dose. Os números podem parecer insignificantes quando comparados a um país como o Brasil, que tem mais de 210 milhões de habitantes, mas para Israel eles representam mais de 40% da população – de 9 milhões de pessoas – imunizada.

A campanha de vacinação começou em 19 de dezembro e os resultados apareceram quase dois meses depois. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam uma queda no número de mortes nos últimos dias e também do coeficiente de infecção, que caiu para 0,88, o menor em três meses.

Esse número mostra como a doença se espalha entre a população e, quando é menor ou igual a 1, espera-se uma queda no total de infecções.

De acordo com Eran Segal, biólogo do Instituto de Ciência Weizmann, desde o pico, em meados de janeiro, houve uma redução de 38% no número de pacientes em estado grave e de 40% nas mortes entre a população com mais de 60 anos.

Há também 58% a menos idosos hospitalizados e 44% menos internações em geral. Trata-se do menor número de novos casos em cinco semanas, segundo as médias móveis do Ministério da Saúde. Israel tem até agora 718.746 casos de contágio e 5.304 mortes.

Balanço recente da Maccabi, uma das maiores operadoras de saúde do país, com mais de 2,5 milhões de filiados, também é animador.

Menos de 0,1% dos segurados que receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19 contraíram o vírus, apontando que a eficácia atual da imunização em Israel é de 93% após o recebimento da segunda dose, número próximo dos 95% prometidos pela Pfizer. A operadora também revelou que os pacientes que foram infectados mesmo depois de imunizados tiveram apenas sintomas leves, como dores de cabeça, tosse ou fadiga.

Normalidade

Apesar dos bons números, a população de Israel segue com uma rotina de quarentena. O transporte público só pode operar com 50% da capacidade, as reuniões estão restritas a até 5 pessoas, em ambientes fechados, e até 10 pessoas, ao ar livre, tendo o limite aumentado em casos de funerais, casamentos e cerimônias judaicas para até 10 pessoas, em ambientes internos, e até 20, em ambientes externos.

Shoppings e lojas de rua permanecem fechados, reservas naturais, parques nacionais, locais históricos e memoriais só podem ser visitados do lado de fora, no pátio, bares e restaurantes não podem receber clientes dentro do estabelecimento, sendo que os pedidos precisam ser feitos por telefone, internet ou na porta, por meio de painel eletrônico, sem contato direto com o atendente.

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