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Com Netanyahu, Trump reconhece Colinas do Golan como parte de Israel

Anúncio foi feito em meio a um ataque do Hamas com foguetes contra Israel, que obrigou Netanyahu a encurtar a visita aos EUA

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President Trump Holds Joint Press Conference With Brazilian President Bolsonaro
1 de 1 President Trump Holds Joint Press Conference With Brazilian President Bolsonaro - Foto: Chris Kleponis-Pool/Getty Images

Ao lado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta segunda-feira (25/3) as Colinas do Golan como território israelense, na contramão da política externa americana para a questão nas últimas décadas.

O anúncio foi feito em meio a um ataque com foguetes contra Israel atribuído ao Hamas, que obrigou Netanyahu a encurtar a visita aos EUA e às vésperas das eleições gerais em Israel. O movimento islâmico nega a autoria do lançamento.

As Colinas do Golan pertencem à Síria e foram ocupadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967, juntamente com a Península do Sinai, que seria devolvida ao Egito, nos anos 70, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, a última desocupada em 2005. O Golan foi formalmente anexado a Israel em 1981. No entanto, a ONU diz que Israel deve se retirar dos territórios.

Historicamente, o governo americano e as Nações Unidas dizem que o território israelense e as fronteiras de um futuro Estado palestino devem ser definidas por meio de negociações. Após os Acordos de Oslo, de 1992, que instituíram a Autoridade Palestina sobre áreas da Cisjordânia, no entanto, o processo não avançou. No governo do presidente Barack Obama, as negociações fracassaram de vez, após anos de idas e vindas. Com um discurso agressivo, Trump pretende reiniciar as negociações e encarregou seu genro, Jared Kushner, de iniciar o processo, até agora sem avanços práticos.

Desde a anexação do Golan, aumentou a instalação de colonos israelenses no território, o que tem provocado o protesto da Síria, de líderes palestinos e de países árabes em fóruns internacionais. “O que o amanhã trará? Instabilidade e mais derramamento de sangue”, disse o secretário-geral da Organização para Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, veterano negociador de um acordo de paz com os israelenses.

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