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O furacão Irma, de categoria 5, deixou nesta quarta-feira (6/9) dois mortos e dois feridos graves em São Bartolomeu e San Martin, segundo o governo francês, além de danos incalculáveis em sua passagem pelas Pequenas Antilhas, destruindo em massa infraestruturas.

“Teremos de lamentar vítimas”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron. Segundo ele, cabe esperar um “balanço duro e cruel” na ilha franco-holandesa de San Martin e na francesa de São Bartolomeu. “É cedo demais para dar um balanço preciso”, afirmou Macron após visitar a célula de crise, montada no Ministério do Interior. “Os danos materiais nas duas ilhas são consideráveis”, acrescentou.

Segundo Macron, um “plano de reconstrução será adotado o mais cedo possível” nas duas ilhas. De acordo com o Centro Nacional de Furacões (CNH) dos Estados Unidos, Irma se desloca na direção oeste-noroeste a uma velocidade de 26 km/h com ventos de até 295 km/h. Após devastar Saint Barth e Saint Martin, segue para Porto Rico e Haiti.

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, utilizou as redes sociais para apontar que as duas ilhas foram devastadas por Irma, mas não falou em vítimas. Browne ressaltou que os danos estruturais são gravíssimos e pediu à população máximo cuidado.

As agências governamentais pediram à população que entre em contato com seus parentes para saber o estado da situação, ainda que a imprensa local indique que os sistemas elétricos foram severamente danificados e que os sinais de telefone estão literalmente fora do ar.

Meios de comunicação do pequeno território caribenho apontaram que há horas não há praticamente dado algum sobre o que está ocorrendo nestas duas pequenas ilhas das Pequenas Antilhas. Outros meios lamentaram ter de interromper as transmissões por causa da gravidade dos danos sofridos. Na vizinha Barbados, as ondas ganharam vários metros e provocaram graves inundações.

O presidente do território de San Martin, Daniel Gibbs, apontou em declarações “nunca antes ter vivido algo parecido, até mesmo  as paredes de alguns edifícios chegaram a tremer”. Gibbs disse que as comunicações estão completamente interrompidas e as tentativas de entrar em contato com outros territórios próximos são infrutíferas.

Na Ilha de São Bartolomeu, a estação meteorológica local chegou a registrar ventos acima de 200 km/h e rajadas ainda superiores.

Meios locais de São Bartolomeu falam de uma situação apocalíptica, ainda que por enquanto não haja dados concretos. Os relatórios da imprensa local apontam que em São Bartolomeu as próprias equipes de resgate e bombeiros tiveram de interromper os seus trabalhos em razão das inundações, que chegaram a superar em alguns edifícios estatais até um metro.

Irma é o furacão mais intenso formado no Atlântico desde Allen, que em 1980 alcançou ventos máximos sustentados de 312 km/h.

 

 

 

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