Chega a 66 número de mortos em queda de avião militar na Colômbia
Acidente aéreo foi o mais fatal em solo colombiano desde a tragédia com o voo da Chapecoense, em 2016.

O número de mortos no acidente com o avião militar que caiu no sul da Colômbia, nessa segunda-feira (23/3), chegou a 66. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24/3) pelo general do Exército colombiano Hugo Alejandro López Barreto.
O militar informou que 57 pessoas a bordo foram resgatadas com vida. Oito foram transferidas para Florencia e 49 para Bogotá. Na capital, 19 recebem atendimento no Hospital Militar Central, enquanto outros 30, sem ferimentos graves, permanecem no Batalhão de Saúde Militar.
É o acidente aéreo mais fatal em solo colombiano desde a tragédia ocorrida no voo do time de futebol Chapecoense, em novembro de 2016, que deixou 71 mortos. Veja imagens do momento do acidente:
O avião, modelo Lockheed C-130 Hercules, caiu no município de Puerto Leguízamo, no estado de Putumayo. O comandante da Força Aeroespacial, general Fernando Silva, afirmou que o avião apresentou um problema logo após a decolagem.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO secretário do governo de Puetro Leguízamo, Carlos Claros, disse que alguns passageiros saltaram do avião antes da queda, causando ferimentos graves. “São jovens que saltaram do veículo antes da colisão , por isso estão gravemente feridos e seu estado é bastante precário. Agimos rapidamente”, declarou Claros em entrevista a uma rádio colombiana.
O governador de Putumayo se manifestou sobre o ocorrido nesta terça: “ Minha solidariedade ao Exército, às famílias e aos feridos. Puerto Leguízamo representa 48% da extensão do nosso território, só é acessível por água ou ar, e é um município pequeno e disperso com muitas necessidades que dificultam o acesso”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que irá acelerar, juntamente com os ministérios da Defesa e das Finanças, a compra de novos compra de armamentos que vem “solicitando há um ano”. Petro culpou o governo anterior da Colômbia, de Iván Duque, por ter comprado “uma sucata metálica” para as forças militares do país.
“Em 2020, compraram uma sucata e ela desmoronou; vamos ver por quê”, publicou o presidente colombiano nas redes sociais.



