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Mundo

Chanceler do Irã diz que Israel promove “culto da morte genocida”

Fala do ministro das Relações Exteriores do Irã, Sayed Abbas Araghchi, ocorre após ministro israelense afirmar que "o Líbano deve queimar"

19/06/2026 10:06, atualizado 19/06/2026 10:28
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Ahmet Serdar Eser/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Sayed Abbas Araghchi, manifestou-se sobre a declaração do ministro israelense, que disse que “todo o Líbano deve queimar”. As afirmações ocorrem em um momento em que Irã e Estados Unidos avançam nas negociações de um cessar-fogo.

Em manifestação nesta sexta-feira (19/6), Araghchi disse que o governo israelense promove um “culto da morte genocida”, ao comentar a fala de Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel.

“Isso não é um desabafo de um lunático genocida qualquer. É uma publicação pública do ministro da Segurança Nacional do regime israelense. O culto genocida da morte, sediado em Tel Aviv, é uma ameaça para toda a humanidade. Ameaça todos os seres humanos. Seu único interesse é a guerra permanente”, escreveu o chanceler iraniano.

Também nas redes sociais, o ministro israelense disse que “Israel deve deixar claro ao mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à venda. Todo o Líbano deve queimar.

As manifestações israelenses ocorre no momento em que Estados Unidos e Irã estão às vésperas de concluir um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio. As hostilidades na região tiveram início depois que EUA e Israel realizaram um ataque coordenado contra Teerã.

Cerca de quatro meses depois, os dois países chegaram a um tratado para cessar as hostilidades. Israel, contudo, vê impasses na negociações e é contra a inclusão do Líbano na trégua.

O país sedia os terroristas do Hezbollah e, desde o aumento do conflito no Oriente Médio, eles têm trocado ataques. Em meio às negociações do tratado de paz, Israel fez ataques ao Líbano, que causou ruídos com os Estados Unidos.