Cartel colombiano oferece recompensa a quem matar cão farejador

A pastor alemão Sombra é responsável pela apreensão de várias toneladas de droga e prisão de 240 pessoas. Prêmio chega a US$70 mil

atualizado 28/07/2018 14:51

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Na Colômbia, a briga eterna entre os cartéis de droga e o governo é cheia de reviravoltas. A última ameaça dos traficantes é, no mínimo, inusitada: eles oferecem de US$ 7 mil a US$ 70 mil a quem matar ou capturar Sombra, uma pastor alemão fêmea de seis anos que trabalha como farejadora.

Sombra já foi responsável pela apreensão de várias toneladas de drogas e pela prisão de mais de 240 pessoas. Logo que começou a trabalhar, a cadela encontrou 2,9 toneladas de cloridrato de cocaína que estavam escondidas em um contêiner de banana que iria para a Bélgica. Ela já recebeu duas vezes a medalha Wilson Quintero, entregue pelo governo a quem faz contribuições relevantes na luta contra o narcotráfico, e apareceu em vários programas de TV. A cadela é tão famosa que os tutores recebem muitos pedidos de selfies de fãs.

“Sombra é muito amigável, um cão calmo, e por esta razão, ela não tem problema em se aproximar de crianças ou de pessoas que querem dizer um oi”, conta Oscar Favian Solarte, chefe da divisão antinarcóticos da polícia ao jornal colombiano El Tiempo. “Ela é brincalhona o que, na verdade, faz parte do desenvolvimento de seu trabalho”.


Alertada, a polícia tomou medidas complementares para garantir a segurança da cadela. Ela foi transferida de um porto na costa caribenha do país para a capital, Bogotá. Quando termina sua jornada de seis horas, Sombra é levada de carro blindado e com escolta de dois guardas armados para o canil.

“O fato de que eles querem machucar Sombra e oferecem uma recompensa tão grande pela captura ou morte da cachorra mostra o impacto que ela teve no lucro (dos traficantes)”, afirma a polícia ao jornal inglês Telegraph.

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