Câmara quer ouvir ex-secretário de Trump sobre interferência no Brasil

Comissão na Câmara dos Deputados aprovou convite para ouvir Mike Benz, que acusa EUA de interferir no Brasil por meio da agência USAID

atualizado

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Deputado Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros
1 de 1 Deputado Presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros - Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), da Câmara dos Deputados, aprovou o convite para ouvir o ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre acusações de uma possível interferência norte-americana no Brasil.

A decisão ocorreu nesta quarta-feira (26/3) na primeira sessão do colegiado neste ano.


Interferência no Brasil

  • Nos primeiros dias da era Trump II, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) passou a ser atacada pelo bilionário Elon Musk.
  • O presidente dos EUA também adotou a retórica de Musk, acusando a USAID de ser composta por “radicais loucos de esquerda”.
  • A agência foi fechada pela administração Trump.

O requerimento para ouvir Benz, apresentado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), busca esclarecer acusações de que a administração Joe Biden interferiu no Brasil via a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Filipe Barros (PL), atual presidente da Creden, comemorou um dos seus primeiros atos como presidente da Creden.

“A defesa da soberania brasileira, sempre unida à vontade do povo, é a nossa prioridade!”, escreveu o deputado federal em uma publicação no X.

Os ataques da administração Trump contra a USAID, orquestrados por Elon Musk, surgiram no início de fevereiro. Desde então, a oposição no Brasil tem ecoado as acusações de Benz contra a agência, antes responsável por ser a maior doadora individual de ajuda humanitária ao redor do mundo.

Segundo a teoria do ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, a USAID teria atuado no Brasil nas eleições de 2022, com o objetivo de impedir a reeleição do ex-presidente e agora réu por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL). Benz, contudo, não apresentou nenhuma prova concreta da atuação da agência em solo brasileiro.

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