Câmara dos EUA afasta republicana que defendeu teorias da conspiração

Em ação inédita, Marjorie Taylor Greene é retirada de comissões por endossar pedidos de execuções de democratas e espalhar desinformação

atualizado 05/02/2021 9:15

Marjorie Taylor GreeneReprodução/Twitter

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos destituiu de duas comissões a deputada Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, por endossar pedidos de execuções de democratas e espalhar desinformação perigosa e preconceituosa.

Em uma ação sem precedentes no Congresso moderno, a Câmara aprovou por 230 a 199 – inclusive por 11 parlamentares republicanos – a retirada de Greene das comissões de Educação e de Orçamento, na quinta-feira (4/2).

A composição dos painéis é tradicionalmente controlada pelos líderes dos partidos. Embora democratas e republicanos tenham ocasionalmente agido para punir os próprios membros, a maioria nunca, nos tempos modernos, fez isso contra um legislador do outro partido.

Para os democratas, os comentários de Greene e a recusa dos líderes republicanos em agir contra a deputada criaram uma situação insustentável.

Em postagens nas redes sociais feitas antes de ser eleita, Greene endossou posts que defendiam a execução de democratas importantes, incluindo a presidente da Câmara, Nancy Pelosi; sugeriu que uma série de ataques a tiros em escolas foi cometida secretamente por atores do governo; e repetidamente se envolveu em teorias de conspiração antissemitas e islamofóbicas.

A conservadora de 46 anos do estado da Geórgia é empresária do ramo da construção civil e novata na política. Greene conquistou a cadeira do 14º distrito de seu estado nas eleições de novembro de 2020.

Em 2018, ela havia afirmado que incêndios florestais na Califórnia foram iniciados por um laser espacial controlado por uma família judia, e apoiou as teorias da conspiração da QAnon de que um “estado profundo” operava contra Donald Trump quando ele era presidente.

A parlamentar ainda apoia as alegações infundadas de Trump de que a eleição foi roubada, zomba dos legisladores por usarem máscaras e tenta evitar a triagem de segurança imposta após a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, que deixou cinco mortos.

0

Mais lidas
Últimas notícias