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Calor extremo na Europa fecha topo da Torre Eiffel

Dados meteorológicos indicam que junho de 2025 é o mês de junho mais quente de todos os tempos em vários países

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1 de 1 imagem colorida torre eiffel onda de calor - Foto: Mustafa Yalcin/Anadolu via Getty Images

A forte onda de calor que atinge a Europa, principalmente o sul do continente, é destaque em toda a imprensa francesa nesta terça-feira (1°/7), quando são esperados picos de temperaturas. Dados meteorológicos indicam que junho de 2025 já é o mês de junho mais quente de todos os tempos em vários países.

Paris e a região metropolitana estão em alerta vermelho pela primeira vez em cinco anos. Este é o quarto e último nível de vigilância emitido pelo serviço nacional de meteorologia da França, a Météo-France. De acordo com o Ministério da Saúde, ele é acionado no caso de uma onda de calor extremo e duradouro.

A Météo-France prevê uma onda de calor “muito forte”, com a terça-feira como o dia mais quente, com mínimas de 23 °C – 24 °C no sul e máximas de 36 °C, ou até 41 °C, nos departamentos em alerta vermelho.

Em Paris, foram introduzidas restrições ao tráfego de veículos e adotado o “passe antipoluição”, que custa € 4 por dia, para estimular o uso do transporte público na região parisiense.

Mais de 1.300 escolas foram fechadas em todo o país devido ao calor intenso.

Até mesmo a Torre Eiffel terá restrições de acesso, com o topo da estrutura de ferro de 330 metros permanecendo fechado ao público até quarta-feira (2), “para garantir o conforto e a segurança de nossos visitantes e de nossas equipes”, informou em um comunicado retransmitido por emissoras de TV e jornais impressos.

Citado no jornal Le Parisien após entrevista no canal BFMTV, o ministro da Saúde francês, Yannick Neuder, pediu solidariedade entre vizinhos neste dia de altas temperaturas: “Todos devem estar mobilizados”, disse, destacando atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como pessoas com deficiência, crianças ou idosos, batendo à porta para verificar se estão bem. O ministro da Saúde garantiu ainda que “os hospitais estão prontos” para enfrentar a onda de calor.

O diário Le Monde destaca que escolas estão fechadas, reatores nucleares desligados e alerta de picos de poluição foi emitido por conta das altas temperaturas registradas por toda a França. “Nos próximos dois dias, a França viverá o auge de uma onda de calor muito longa”, alertou, acrescentando que o episódio intenso já dura 13 dias.

Mar Mediterrâneo “ferve” e se “tropicaliza”

Uma reportagem do Libération destaca as consequências para o litoral europeu e enfatiza que as temperaturas do Mar Mediterrâneo “ferve de ponta a ponta”.

“Entre Perpignan e Gênova, e até o sul da Sardenha – as variações estão entre +4 e +5 °C. É muito”, observa Thibault Guinaldo, pesquisador em oceanografia espacial do Centro Nacional de Pesquisas Meteorológicas (Météo France-CNRS) para o jornal.

“Estamos com dois meses de antecedência em relação ao que normalmente observaríamos”, indicou o especialista, corroborado por outro cientista, entrevistado pelo Libération, que revelou que as temperaturas do mar estão atualmente entre 24,5 °C e 27,5 °C e que “para 7 de julho, a previsão é de 28,6 °C”, próximo dos recordes registrados no ano passado.

No domingo, o superaquecimento da bacia mediterrânea estava em torno de 26 °C, quase 3 °C em relação à média. De acordo com os dados do programa europeu Copernicus, registrados no domingo e analisados pela Météo-France, o Mar Mediterrâneo nunca teve uma temperatura de superfície tão alta.

A reportagem do jornal alerta ainda que “o aquecimento gradual estaria “tropicalizando” o Mediterrâneo, fazendo com que populações de peixes e algas diminuam, enquanto espécies mais adaptadas ao calor se proliferam”.

Nos últimos anos, cerca de 1.200 espécies tropicais teriam entrado no Mediterrâneo pelo Canal de Suez, vindas do Mar Vermelho e do Mar Negro, já que a temperatura da água se tornou mais favorável para elas, explica o texto. Algumas dessas espécies são tóxicas e competem com espécies nativas do Mediterrâneo.

O calor acumulado pelo mar tem repercussões até no continente, onde acontecem as chamadas “noites tropicais”.

O climatologista Davide Faranda, especialista em eventos meteorológicos extremos, entrevistado pelo jornal, diz que o “desequilíbrio preocupante” dos ecossistemas oceânicos não se limita às zonas costeiras. “Essa água muito quente funciona como uma bateria térmica, que libera calor e umidade, especialmente à noite, tornando as ondas de calor ainda mais difíceis de suportar, principalmente nas regiões litorâneas”, ressalta.

Leia mais em RFI, parceiro do Metrópoles.

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