Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Brasileiro de 22 anos morre durante guerra da Ucrânia

Paraense Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, foi morto em combate. Família relata dificuldade em obter informações e resgatar corpo

02/11/2026 11:28
Reprodução/Redes sociais
Hendrick Lima Gonçalves, brasileiro morto na guerra da Ucrânia

O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu durante combate na guerra da Ucrânia. A informação foi confirmada por familiares por meio das redes sociais.

O jovem era natural de Tucuruí, no sudeste do Pará. Em vídeos publicados nesse domingo (1º/11), a irmã do brasileiro, Beatriz Fernandes Correa, relatou dificuldades em obter informações sobre o ocorrido.

Ela informou já ter entrado em contato com o consulado e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e aguarda resposta. “Está muito confuso ainda. Não é uma coisa rápida, o fuso horário não bate, a gente precisa de resposta”, disse Beatriz.

A irmã do jovem também afirmou que a família considera “quase impossível” conseguir recuperar o corpo de Hendrick. De acordo com ela, as informações obtidas até agora apontam que ele estava em uma área de risco, o que impossibilita o resgate.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“Quando é uma área em que eles conseguem fazer a limpeza, eles conseguem resgatar e fazer o reconhecimento. Mas quando é uma área de risco, não tem muito o que fazer. E ele estava em uma área de risco. Então, assim, infelizmente a gente acha que é quase impossível”, relatou a mulher.

Ainda segundo Beatriz, diante da impossibilidade, a família espera reaver documentos, certificados, medalhas e a farda usada pelo jovem para homenagea-lo.

Nos vídeos publicados, Beatriz agradece as mensagens de apoio. Ela também disse ter recebido contatos de pessoas interessadas em atuar na guerra e criticou a postura.

“É muita falta de noção vocês fazerem isso. A gente acabou de perder um familiar nosso e vocês estão perguntando como é para ir para lá? Cadê o contato do recrutador? Vocês estão malucos. Nem esse momento de dor vocês estão respeitando”, criticou.

A reportagem procurou o Itamaraty, mas ainda não teve resposta.