Brasil critica medidas de Israel sobre o controle da Cisjordânia
De acordo com o governo brasileiro, plano de Israel que reforça o controle do país na Cisjordânia, viola os direito internacional
atualizado
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O Brasil criticou as recentes medidas de Israel para a Cisjordânia, que podem ampliar o controle israelense na região da Palestina ocupada ilegalmente desde a guerra dos Seis Dias, na década de 1960.
Em nota divulgada nesta terça-feira (10/2), a chancelaria brasileira afirmou que tais decisões representam uma “flagrante violação do direito internacional”.
“O governo brasileiro deplora as medidas aprovadas em 8/2 pelo gabinete de segurança de Israel, que facilitam a aquisição de imóveis por cidadãos israelenses na Cisjordânia, Estado da Palestina, por meio da alteração de regras de registro de terras, e conferem novas atribuições administrativas e de fiscalização a agências do Governo israelense”, disse um trecho da nota do Itamaraty.“Caso implementadas, essas medidas favorecerão a expansão de assentamentos ilegais e contribuirão para ampliar a ingerência de Israel sobre o território palestino ocupado.”
No domingo (8/2), o Gabinete de Segurança de Israel aprovou um pacote de regras que, na prática, facilitará a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia. Eles são classificados por grande parte da comunidade internacional como ilegais.
Entre os pontos divulgados pela administração de Benjamin Netanyahu está a revogação de uma lei que veta a compra de terras no território palestino por não muçulmanos e a ampliação da fiscalização israelense sobre palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada.
Mesmo com críticas internacionais, o governo israelense prossegue com planos para a expansão de assentamentos de Israel na região — uma promessa feita por Netanyahu em 2023 após ser eleito premiê pela terceira vez.
