*
 

Uma mulher norte-americana escreveu à seção de aconselhamentos do jornal Slate para reclamar sobre a esposa do filho. De acordo com a “denúncia”, a nora dela não quer permitir a presença da sogra na sala de parto. Como se trata de sua primeira neta, a mulher está chateada – ainda mais porque a avó materna da criança está autorizada a assistir ao nascimento.

“Meu filho, Steven, e minha nora, Julia, estão esperando o primeiro filho deles e nosso primeiro neto, que deve nascer no próximo mês. Eu pensava que tinha um bom relacionamento com Julia, mas estou magoada.

Julia decidiu que apenas o Steven e a mãe dela serão autorizados a entrar na sala de parto quando ela der à luz. Eu fiquei chocada e triste pela injustiça de tal decisão e tentei implorar a ela e ao meu filho, mas Julia diz que ‘não se sentirá confortável’ comigo lá.

Lembrei a ela que fui enfermeira por 40 anos, então não há nada que não tenha já visto. Tentei argumentar com Steven, mas ele parece ter receio de brigar com a esposa e não vai me ajudar. Liguei para os pais da Julia e pedi a eles para argumentarem com a filha, mas eles desligaram o telefone de forma brusca e grosseira.

Estou de coração partido desde que soube que seria banida da sala de parto. Steven me disse que eu poderia esperar do lado de fora e entrar depois que Julia e o bebê estivessem limpos e ‘apresentáveis’. Enquanto isso, a mãe de Julia vai testemunhar a chegada da nossa neta ao mundo. É tão injusto.

Sempre fui próxima do meu filho, mas não me sinto mais valorizada. Não consigo conversar com Julia. Estou sendo tratada como uma avó de segunda classe, mesmo que sempre tenha sido prestativa. Como posso fazer para que vejam o quão injusta e cruel é a decisão que tomaram?”

A escritora Mallory Ortberg, responsável por assinar a coluna do jornal, não foi tão receptiva com a carta da leitora. De forma direta, ela explicou o quanto a avó estava errada.
Você não pode! E não deve! Você está totalmente errada! Digo isso com a esperança de que, depois que a indignação inicial se dispersar, você entenderá que está agindo de maneira incorreta e precisa mudar. É difícil admitir quando a gente está errado, mas não há nada tão esclarecedor quanto descobrir como melhorar.

A sua nora vai dar à luz, um processo muito difícil, doloroso e íntimo. Ela tem todo o direito de planejar quantas pessoas ela quer na sala nesse momento.

Isso não é sobre você. Você vai conhecer o seu neto no dia que ele nascer. Você vai fazer parte da vida dele enquanto viver. Nada está sendo negado para você. E você não está sendo censurada.

Sua nora e filho estão criando um vínculo totalmente apropriado e você precisa parar de brigar com eles sobre isso. Honestamente, eu posso entender por que eles não a querem na sala de parto. “Eu sou uma enfermeira!” e “Eu sou uma avó de segunda classe” são as suas respostas para “Por favor, dê um tempo e leia um livro no corredor enquanto o bebê está coroando”.

Deixe isso para lá. Não roube esse momento de alegria com competições e cobranças."