Áustria prepara lockdown apenas para cidadãos não vacinados

Medida será avaliada nesse domingo (14/11). Para chanceler austríaco, lockdown é "provavelmente inevitável" devido ao aumento de infecções

atualizado 13/11/2021 16:17

Geralt/Pixabay

O governo da Áustria anunciou nessa sexta-feira (12/11) que deve implementar um novo lockdown, desta vez voltado só para os cidadãos que não se vacinaram contra a Covid-19. Apenas cerca de 65% da população austríaca se encontra completamente imunizada contra o vírus – uma das taxas mais baixas entre os países da Europa Ocidental.

“O objetivo é muito claro: que consigamos o sinal verde neste domingo para um lockdown em todo o país para quem não se vacinou”, declarou o chanceler austríaco Alexander Schallenberg durante coletiva de imprensa.

Quem não tomou a vacina já encontra dificuldades devido às medidas de restrição impostas. É necessário, por exemplo, apresentar comprovante de imunização para adentrar hotéis, boates, academias ou cinemas.

“O aumento (de casos) foi tão grande que não me parece sensato esperar. Tomaremos esse passo agora e meu desejo é que já seja feito no domingo (14/11) para todas as nove províncias”, disse Schallenberg. Para ele, segundo a Reuters, o número de vacinados no país é “vergonhosamente baixo”.

O líder também considera que a medida, cuja aprovação será avaliada pelo Governo Federal, é “provavelmente inevitável”. Se passar, o lockdown começará na segunda-feira para a Alta Áustria.

De acordo com vídeos divulgados nas redes sociais, protestos contra a proposta já irromperam nas cidades austríacas. Confira:

 

Outros países da Europa seguem enfrentando as consequências da pandemia. A Holanda, por exemplo, retomará o isolamento parcial após aumento de casos de infectados pelo coronavírus.

A Alemanha, vizinha de fronteira da Áustria, se depara com a quarta onda de Covid-19 em ascensão. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que a Alemanha enfrenta “semanas muito difíceis”, lembrando, em seu podcast de vídeo semanal, divulgado neste sábado (13/11), que há um ano os alemães se encontravam “em uma situação igualmente séria, mas agora existem vacinas”. Ela fez um novo apelo para que os cidadãos se imunizem.

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