Ataques no Oriente Médio se intensificam e provocam efeitos globais

Irã lançou dois mísseis contra a base militar Diego Garcia, pertencente aos EUA e ao Reino Unido, nessa sexta-feira (20/3)

atualizado

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Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images
Ataque em Beirute
1 de 1 Ataque em Beirute - Foto: Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images

A guerra no Oriente Médio segue se intensificando neste fim de semana, com novos ataques, ameaças e reações diplomáticas em diferentes frentes.

Países como Arábia Saudita, Egito, Catar, Jordânia e Kuwait condenaram neste sábado (21/3) os ataques de Israel contra posições militares no sul da Síria, classificando a ação como violação do direito internacional.

No campo militar, Israel confirmou ataques realizados hoje com alvos em Teerã e também em Beirute, contra o Hezbollah. No sul do Líbano, um bombardeio deixou um morto e dois feridos.

Já a Arábia Saudita informou ter interceptado mais de 20 drones, enquanto o Kuwait também relatou ações defensivas contra mísseis e drones.

Segundo o jornal The Wall Street Journal, o Irã lançou mísseis contra uma base militar conjunta dos EUA e Reino Unido, em Diego García, no Oceano Índico, sem atingir o alvo.

Teerã também advertiu neste sábado os Emirados Árabes Unidos sobre possíveis ataques caso seu território seja usado em ações contra áreas disputadas no Golfo.

Celebrações sob risco de bombas

Apesar do conflito, milhares de iranianos participaram neste sábado das celebrações do Eid al-Fitr, o fim do Ramadã, inclusive em Teerã, mesmo sob risco de bombardeios.

No cenário econômico, os Estados Unidos autorizaram na sexta a venda de petróleo iraniano armazenado em navios para conter a alta dos preços. O Irã, por sua vez, afirma não ter excedentes disponíveis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que estuda reduzir gradualmente as operações militares na região, embora tenha descartado um cessar-fogo no momento.

Efeitos globais

A crise continua a provocar efeitos globais. Bangladesh solicitou neste sábado mais de US$ 2 bilhões em empréstimos emergenciais para enfrentar o aumento dos custos de energia.

O país, que importa cerca de 95% do petróleo e gás que consome, busca apoio de organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI), que já sinalizou um empréstimo de US$ 1,3 bilhão, e o Banco Asiático de Desenvolvimento, com cerca de US$ 500 milhões.

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