Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa 12 mortos e mais de 300 feridos
Segundo imprensa internacional, os Houthis reivindicaram o ataque; este é o terceiro bombardeio do grupo ao aeroporto nesta semana

Um novo ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos neste sábado (10/10).
Segundo comunicado da Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA, na sigla em inglês), entre as vítimas fatais estão quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses, um americano, um egípcio, um jordaniano, um sírio, um palestino e um sudanês.
De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, informações divulgadas por autoridades locais indicam que alguns dos feridos estavam em estado crítico. Todos recebiam atendimento médico em diferentes hospitais.
O ataque também causou danos materiais ao aeroporto, que ainda estão sendo avaliados. A GACA informou que as operações no terminal foram suspensas após o episódio.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFuentes oficiales de The New York Times: Al menos 12 muertos y 50 heridos en el ataque de hoy de los hutíes contra el aeropuerto de Riad.
Un misil había sido lanzado hoy por los hutíes e impactó en la terminal de pasajeros del aeropuerto en Riad, Arabia Saudita:
Several injured in attack on airport in Saudi capital Riyadh
#Houthis #یوتھیا_بھگاو_صوبہ_بچاو— ITON GADOL es Israel y las comunidades judias (@Itongadol) October 10, 2026
Segundo o jornal The New York Times, os Houthis assumiram a autoria do ataque. O grupo rebelde do Iêmen, apoiado pelo Irã, também reivindicou a responsabilidade por outros dois ataques ao mesmo aeroporto registrados nesta semana.
O conflito entre os Houthis e a Arábia Saudita se intensificou nos últimos dias. Os rebeldes controlam parte do território iemenita desde 2011. Cerca de uma década atrás, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar para conter o avanço do grupo, desencadeando uma guerra que teve uma trégua em 2022, mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O cessar-fogo contribuiu para reduzir as hostilidades, mas não encerrou o conflito.
Mais recentemente, os Houthis retomaram ataques a navios no Mar Vermelho em resposta à guerra entre os Estados Unidos e o Irã. O grupo tem buscado bloquear rotas marítimas e exercer pressão na região do estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica para o comércio internacional e para o transporte marítimo ligado à Arábia Saudita.
