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Às vésperas de eleição, Israel lembra três anos do ataque de 7 de outubro

Ataque do Hamas, que deixou 1.200 mortos, provocou reação de Israel à Faixa de Gaza, responsável por 74 mil mortes

07/10/2026 05:06, atualizado 07/10/2026 05:07
Alexi Rosenfeld/Getty Images
Mulheres trabalham em uma faixa com a frase "O que é importante lembrarmos de 7 de outubro", antes do terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023,

Israel lembra nesta quarta-feira (7/10) três anos do ataque liderado pelo Hamas, que deixou cerca de 1.200 mortos no país. O ataque desencadeou uma reação de Israel à Faixa de Gaza, que provocou em torno de 74 mil mortes, segundo estimativas.

Um cessar-fogo foi fechado em outubro do ano passado com mediação dos Estados Unidos. No entanto, Gaza continua a sofrer ataques de Israel. Segundo dados do Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, 1.460 pessoas foram mortas no território palestino desde o início do cessar-fogo.

Ao longo do dia, estão previstos em Israel diversos atos em homenagem às vítimas dos ataques. Protestos antigoverno também marcam a data. Ativistas pintaram a icônica fonte Kikar Dizengoff  de vermelho, em Tel Aviv.

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O aniversário ocorre a menos de três semanas das eleições marcadas para 27 de outubro, a primeira desde o ataque. A atuação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no caso se tornou um tema central da campanha. As pesquisas indicam que o primeiro-ministro deve sair derrotado do pleito.

“Nos últimos três anos, duas coisas aconteceram: primeiro: viramos o jogo. O Estado de Israel é o país mais forte do Oriente Médio, e nossos inimigos estão mais fracos do que nunca. Segundo, durante esses três anos, a região de Tekuma foi revivida. 90 por cento dos residentes retornaram às suas casas, acompanhados por muitos outros”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O que aconteceu naquele dia

  • Em 7 de outubro de 2023, o grupo extremista palestino Hamas lançou um ataque coordenado contra o sul de Israel a partir da Faixa de Gaza.
  • Os paramilitares invadiram vilas agrícolas, bases militares e um festival de música eletrônica. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas, em sua grande maioria civis.
  • Além dos mortos, 251 pessoas foram levadas como reféns pelo Hamas.
  • O ataque desencadeou uma reação de Israel. A guerra provocou cerca de 74 mil mortes em território palestino, além de alta destruição na infraestrutura civil de Gaza.
  • O cessar-fogo foi fechado em outubro de 2025, com a entrega dos reféns restantes e a liberação por Israel de detentos palestinos.

Autoridades se manifestam

Diversos líderes mundiais lembraram a data. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que são três anos que a França compartilha da dor de Israel e das famílias enlutadas. “Combater o antissemitismo e o terrorismo, em todo o lado e sempre, trabalhar pela paz e pela segurança de todos: é o compromisso de França”, disse.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia está pronta para ajudar o “frágil” cessar-fogo em paz duradoura. “A selvageria e o terror indizíveis de 7 de outubro nunca mais devem acontecer”, destacou.

O chanceler da Alemanha lembrou da luta contra o antissemitismo. “Devemos enfrentar o antissemitismo com ainda mais determinação. Judeus e judias devem poder viver sem medo.”