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Mundo

Árvore de Robin Hood: dupla é condenada por "vandalismo irracional"

Graham e Carruthers dirigiram 48 quilômetros em meio a uma tempestade para derrubar a árvore Sycamore Gap, no norte da Inglaterra

09/05/2025 11:54, atualizado 09/05/2025 12:11
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Jeff J Mitchell/Getty Images
Imagem colorida, árvore de Sycamore Gap dewrrubada em setembro de 2023- Metrópoles

Dois homens foram considerados culpados pelo corte da árvore de Sycamore Gap, no norte da Inglaterra, reconhecida após aparição em uma cena de destaque no filme Robin Hood, O Príncipe dos Ladrões, de 1991. Daniel Graham, 39 anos, e Adam Carruthers, 32, foram sentenciados em 15 de julho por danos criminais ao meio ambiente.

Classificada como sicômoro, a árvore de grande porte, nativa de regiões tropicais e meridionais da África, foi considerada uma das mais fotografadas do país e existia havia cerca de 200 anos. Próxima à Muralha de Adriano, ela foi derrubada na madrugada de 28 de setembro de 2023.

O Tribunal da Coroa de Newcastle classificou a ação como “ato de vandalismo irracional” e estimou o prejuízo causado pelo crime: 620 mil libras pelo corte da árvore e mais de 1 mil libras por danos à Muralha de Adriano, em Northumberland, patrimônio mundial da Unesco.

Graham e Carruthers dirigiram 48 quilômetros em meio a uma tempestade para derrubar a árvore durante a noite em alguns minutos.

Graham era dono de uma empresa de terraplenagem, e Carruthers, que trabalhava com administração de propriedades e mecânica, eram “amigos com conhecimento e experiência em motosserras e corte de árvores”, segundo o tribunal. A dupla filmou o momento em que a árvore foi derrubada.

No julgamento, os promotores do tribunal exibiram imagens mostrando a árvore sendo cortada e provaram que o carro da dupla havia viajado em direção à árvore na noite em que ela foi derrubada. Em um dos vídeos, é possível ouvir o som de uma motosserra e ver a silhueta de uma pessoa.

No dia seguinte à depredação do patrimônio natural, mensagens de texto e voz dos dois homens se gabando do ato foram mostradas ao júri, enquanto a notícia do corte da árvore se espalhava pelo mundo.

Os suspeitos negaram as acusações, culparam um ao outro e não deram nenhuma explicação sobre o motivo de terem derrubado a árvore.