Arquivos de Epstein citam alegação contra Trump por suposto estupro
Documentos do FBI relacionados ao caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça retomam acusação de estupro contra Trump
atualizado
Compartilhar notícia

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (30/1) relacionados ao financista Jeffrey Epstein, incluem um formulário do FBI que detalha uma denúncia de estupro contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O material faz parte da maior liberação de arquivos já realizada sobre o caso Epstein.
Segundo o documento, Jane Doe relatou múltiplos episódios de abuso sexual atribuídos a Trump, incluindo estupro.
O texto também menciona que Epstein teria ficado “irritado” pelo republicano ter sido o primeiro a manter relações sexuais com a jovem e que, posteriormente, ele próprio também a teria violentado.
Segundo o formulário do FBI, uma denunciante relatou que uma amiga — então com cerca de 13 ou 14 anos — teria sido forçada a realizar um ato sexual com Trump em Nova Jersey, há aproximadamente 35 anos.
O relato afirma ainda que a jovem teria sido agredida após reagir durante o episódio.
Nova leva de arquivos
- Os e-mails fazem parte de uma nova leva de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça, após a conclusão da análise dos registros relacionados à investigação de Epstein.
- Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, o material inclui mais de 3 milhões de páginas, cerca de 2 mil vídeos e 180 mil imagens.
- Com isso, o total de documentos tornados públicos chega a aproximadamente 3,5 milhões de páginas, conforme previsto na legislação de transparência dos Estados Unidos.
- Parte do conteúdo foi disponibilizada com aviso de material sensível, exigindo confirmação de idade mínima de 18 anos.
Jane Doe chegou a mover processos civis contra Trump, o mais recente em 2016, mas desistiu da ação pouco antes da eleição presidencial. Na época, sua advogada, Lisa Bloom, afirmou que a cliente estava com medo de prosseguir.
Donald Trump sempre negou as acusações.
Conforme o próprio Departamento de Justiça, o material inclui conteúdos que não foram necessariamente verificados e pode conter informações falsas ou submetidas de forma fraudulenta.






