
Após reeleição de Lula, ações brasileiras despencam até 27% no exterior
Após vitória de Lula, ações de instituições financeiras brasileiras registram forte recuo nos mercados dos EUA e da Europa
26/10/2026 09:15, atualizado 26/10/2026 09:43

As ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos despencaram no pré-mercado após a reeleição o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar, nesse domingo (26/10), vitória contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), nas eleições de 2026.
Os primeiros sinais pós-eleição mostravam que o ETF (fundo que acompanha ações brasileiras) em Nova York caiu 27%, enquanto o fundo equivalente no Japão recuou 15% na madrugada, maior perda em um único dia desde 2008.
A reação negativa também atingiu empresas com forte presença no país, como a XP e o Itaú Unibanco, despencando ao menos 26% no início do pregão nos Estados Unidos, enquanto o Banco Santander e a Telefónica recuaram mais de 5% nos mercados europeus.
O mecanismo de circuit breaker do Ibovespa é acionado em momentos de forte estresse no mercado para conter a volatilidade extrema. A primeira trava ocorre quando o principal índice da Bolsa cai 10%, provocando a interrupção imediata das negociações por 30 minutos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCaso as operações sejam retomadas e o recuo se aprofunde para 15%, o pregão é suspenso por mais uma hora. Em um cenário ainda mais crítico, de queda acumulada de 20%, cabe à B3 definir por quanto tempo o mercado permanecerá paralisado.
Lula reeleito
Lula foi reeleito nesse domingo e seguirá no comando da Presidência da República por mais quatro anos. O petista derrotou Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na liderança da disputa, mas foi superado em uma virada inédita.
Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula venceu com mais de 64,2 milhões de votos — o maior resultado de um presidente na história do Brasil —, 51,79% do total. Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões, 48,21% do total.
