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Mundo

Após Itália, cidade na Espanha também proíbe uso de burcas

Nova regra prevê multa de até 750 euros para quem cobrir totalmente o rosto em espaços públicos da cidade espanhola

25/09/2026 14:47
Getty Images
foto com cor. mulheres usando burca azul - metrópoles

A cidade de Lérida, no interior da Catalunha, na Espanha, proibiu o uso de vestimentas e outros elementos que cubram totalmente o rosto em espaços públicos. A medida atinge vestimentas islâmicas como a burca e o niqab, usadas por algumas mulheres muçulmanas.

A nova regra foi aprovada nesta sexta-feira (25/9) pela prefeitura e faz parte da atualização da “Normativa municipal de civilidade e convivência”.

Quem descumprir a determinação, segundo a prefeitura, poderá receber multa de 400 a 750 euros — cerca de R$ 2,3 mil a R$ 4,4 mil.

O texto foi aprovado por 16 votos a 11. A coalizão PSC-Units, que governa a cidade, votou de forma unânime a favor da medida. O PSC é de centro-esquerda, enquanto o Units é de centro-direita.

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Vereadores do Vox, partido espanhol de extrema direita, também votaram a favor da proibição.

Apesar de a nova norma não citar diretamente a burca ou o niqab, as duas vestimentas se enquadram na descrição prevista no texto por cobrirem o rosto.

A burca cobre todo o corpo e o rosto, deixando apenas uma tela na região dos olhos, que permite à pessoa enxergar. Já o niqab também cobre o corpo e o rosto, mas deixa os olhos à mostra.

A norma, porém, estabelece algumas exceções.

Segundo o artigo 12, a proibição não vale para locais de culto, espaços em que seja habitual cobrir o rosto por costumes sociais aceitos ou situações em que a cobertura esteja relacionada ao exercício de um direito fundamental.

Itália proibiu vestimentas em escolas

Nessa quinta-feira (24/9, o governo da Itália aprovou uma medida que proíbe o uso de burcas e niqabs por alunas em escolas. O decreto também limita a 30% o máximo de estudantes em sala de aula que tenham conhecimento limitado da língua italiana.

As medidas já entraram em vigor, mas precisam ser referendadas pelo parlamento em até 60 dias.

A primeira-ministra italiana conservadora, Giorgia Meloni, afirmou que a medida não tem o intuito de fazer separações, mas de integração.

“Instrumentos de bom senso que não dividem, mas ajudam a integrar de verdade, evitando turmas-gueto e dando a todos os alunos as mesmas oportunidades”, disse pelas redes sociais.

Portugal também estabelece lei

Conforme noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Ilca Estevão, o Parlamento de Portugal decretou uma nova lei em agosto de 2026 que proíbe as pessoas de cobrirem o rosto em locais públicos do país.

Apelidada de “Lei das burcas”, a medida entrou em vigor nessa quarta-feira (23/9) e prevê multas de até 3 mil euros — cerca de R$ 18 mil — para quem infringir a legislação, além de reclusão de até dois anos caso alguém force uma mulher a cobrir o rosto por razões religiosas.