Após guerra, Europa acelera criação de tropa de intervenção militar

União Europeia aprovou um pacote de mais de 200 milhões de euros para reforçar a defesa do bloco diante do conflito na Ucrânia

atualizado 21/03/2022 20:05

Soldado proximo ao Teatro de Ópera e Ballet de Odessa, sacos de areia e barreiras antitanque são ao usados para proteger marcos históricos na expectativa de um ataque russo à cidade portuária do Mar Negro em Odessa, UcrâniaScott Peterson/Getty Images

A União Europeia anunciou que vai acelerar seu plano de reforçar as defesas do bloco e criar uma tropa de intervenção militar com 5 mil soldados. Trata-se de uma medida de prevenção após a invasão russa à Ucrânia.

No fim da tarde desta segunda-feira (21/3), o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, confirmou a criação do grupo militar especial.

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A formação da tropa é um plano antigo da União Europeia para reforçar a defesa do bloco. O conflito entre Rússia e Ucrânia, no entanto, fez os países acelerarem o assunto e aprovarem um pacote de 200 milhões de euros destinado ao programa. A ideia é que até 2025 o bloco consiga ter uma força de reação rápida.

“A União Europeia está em perigo. A agressão da Rússia à Ucrânia não é retórica e constitui uma chamada à ordem”, frisou Borrell após reunião extraordinária entre os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do grupo.

Otan

O pacote prevê cooperação técnica com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Detalhes da parceria não foram apresentados.

“A União Europeia deve mostrar-se determinada, rápida na sua reação às crises e deve investir nas suas capacidades de defesa em conjunto com a Otan”, acrescentou Borrell.

Representantes do bloco avaliam que a União Europeia está “mal equipada como um todo” para enfrentar os desafios do conflito.

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Tensão

Enquanto russos e ucranianos não se entendem, o mundo assiste a uma escalada da tensão político-diplomática entre os países.

Estados Unidos e China chamam a atenção. O governo dos Estados Unidos aplicou uma sanção diplomática contra funcionários da China. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, nesta segunda-feira.

A punição diplomática ocorre em meio a rumores de que Pequim está fornecendo ajuda militar e econômica a Moscou na guerra na Ucrânia. O confronto completa 26 dias nesta segunda-feira.

Os norte-americanos também acusam a Rússia de planejar ataques cibernéticos e pediu que empresas e órgãos públicos reforcem mecanismos de segurança.

Negociações estagnadas

A estagnação das negociações para um acordo de paz no Leste Europeu continua impedindo o fim da guerra. Nesta segunda-feira, o governo russo voltou a reclamar da falta de entendimento.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, admitiu não ter havido progresso nas conversas com o governo ucraniano.

Além disso, descartou possível reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Nesta segunda-feira, em entrevista ao canal Suspline, Zelensky defendeu que alguns temas, como garantias de segurança e territórios ocupados, a exemplo de Donbass e da Crimeia, têm de ser avaliados pela população.

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