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O furacão Irma atingiu Porto Rico com chuva torrencial e ventos acima de 250 km/h na noite desta quarta-feira (6/9), deixando cerca de 900 mil pontos sem energia elétrica. Mais da metade do país está no escuro e ao menos 50 mil pontos também estão sem abastecimento de água, segundo a agência de gerenciamento de emergências local.

As equipes de resgate já estavam empenhadas no auxílio às Ilhas do Caribe pelas quais o fenômeno passou durante o dia, deixando ao menos 11 mortos.

Em crise econômica e sob cortes de efetivo há ao menos uma década, a estatal responsável pelo fornecimento de energia em Porto Rico alertou que algumas áreas atingidas podem ficar sem luz de quatro a seis meses, devido à deterioração de estruturas muito antigas.

Um total de 17 províncias, entre elas, Santo Domingo, a capital, estão em alerta vermelho (máxima), 12 em alerta amarelo (intermediária) e três em verde (mínima), enquanto que no Haiti foi declarado o alerta vermelho em todo o país.

O Irma segue classificado na categoria 5, a máxima da escala de furacões, com ventos que podem atingir quase 300 km/h. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) disse que Porto Rico não registrava um furacão da potência do Irma desde 1928, quando o San Felipe matou 2.758 pessoas em Guadalupe, Porto Rico e no estado da Flórida.

A pequena ilha de Barbuda, com cerca de 1,4 mil habitantes, teve 90% do território devastado. Cerca de 60% da população ficou sem casa, segundo o primeiro-ministro da nação de Antígua e Barbuda, Gaston Browne. Quase todos os edifícios foram danificados e a recuperação pode demorar anos ou até meses, disse Browne, em entrevista à agência Associated Press. Houve registro da morte de uma criança de dois anos, cuja família tentava escapar de uma casa destruída na ilha.

As autoridades de Saint Martin também disseram que 95% da parte francesa da ilha foi destruída, assim como o aeroporto, o terceiro com maior número de passageiros do Caribe.  Enquanto o furacão seguia para o oeste durante a quarta-feira, destruiu várias pequenas ilhas no caminho.

Em Saint Thomas, nas Ilhas Virgens americanas, a moradora Laura Strickling passou 12 horas em um porão sem energia, com o marido e a filha de 1 ano, para se proteger dos ventos. Ao sair, a família encontrou destroços cobrindo a maior parte das ruas, casas de vizinhos derrubadas e a vegetação, antes densa e exuberante, quase totalmente desaparecida.

“Não há folhas. É insano. Uma das coisas que amávamos em Saint Thomas era o verde. E se foi”, disse Laura, natural da capital dos EUA, Washington, que se mudou com o marido para a ilha há três anos. “ Levará anos para que esta comunidade consiga se reeguer”, disse.

O presidente do território de San Martin, Daniel Gibbs, apontou em declarações “nunca antes ter vivido algo parecido, até mesmo  as paredes de alguns edifícios chegaram a tremer”.

Gibbs disse que as comunicações estão completamente interrompidas e as tentativas de entrar em contato com outros territórios próximos são infrutíferas.

Na Ilha de São Bartolomeu, a estação meteorológica local chegou a registrar ventos acima de 200 km/h e rajadas ainda superiores.

O presidente americano, Donald Trump, declarou estado de emergência em Porto Rico, na Flórida e nas Ilhas Virgens. A declaração acelera o envio de fundos governamentais para desastres. Trump também ordenou ao Departamento de Segurança Nacional (DHS) e à Agência Federal para Gestão de Emergências (Fema) que fiquem em alerta e coordenem todos os esforços de ajuda. Trump, que tem uma casa em Saint Martin, disse que acompanha atentamente o avanço do furacão, que deve se aproximar da Flórida no domingo.

O Estado norte-americano da Flórida se prepara para a possível passagem do ‘olho’ do furacão pelo território, embora a previsão ainda não confirme o trajeto do fenômeno formado no Oceano Atlântico.

 

 

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