Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, morre aos 100 anos nos EUA
Alan Greenspan ficou à frente Fed de 1987 até a aposentadoria, no início de 2006. Ele morreu nesta segunda-feira (22/6)

O ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), Alan Greensapan morreu nesta segunda-feira (22/6), aos 100 anos. Ele teve complicações decorrentes da doença de Parkinson.
Segundo informações da NBC News, citando a esposa de Greenspan, Andrea Mitchell, principal correspondente da emissora em Washington e correspondente-chefe de assuntos internacionais, ele morreu na casa onde morava.
“Alan faleceu em nossa casa, vítima de complicações da doença de Parkinson. Ele foi um gigante, que ajudou a moldar a economia americana por décadas, sempre reconhecendo seus erros”, afirmou Mitchell.
Quase 20 anos no Fed
Nascido em 6 de março de 1926, no bairro de Washington Heights, em Nova York, Greenspan se destacou desde cedo em matemática e música. Estudou economia na New York University, obtendo bacharelado em 1948 e mestrado em 1950, antes de iniciar doutorado na Columbia University sob orientação do economista Arthur F. Burns, futuro presidente do Fed.
Ele esteve à frente da instituição de 1987 até a aposentadoria, no início de 2006. Foram 18 anos marcados por um boom do mercado de ações e baixos níveis de desemprego. Greenspan era visto como o maestro que mantinha a economia funcionando em plena harmonia.
Contudo, a reputação de Greenspan ficou abalada pela crise financeira que eclodiu em 2008. Muitos dizem que as sementes da crise foram foram lançadas na gestão dele.
Greenspan “esteve entre os primeiros a reconhecer o impacto da tecnologia no aumento da produtividade dos Estados Unidos, permitindo que a economia crescesse mais rapidamente do que imaginávamos sem gerar inflação”, lembra Roger Ferguson, vice-presidente do Fed de 1999 a 2006.


