Al-Qaeda ameaça EUA e Israel após ataque em voo da FlyDubai
Al-Qaeda divulgou mensagem afirmando que aviões dos EUA e Israel continuam sendo alvos do grupo terrorista

Adormecida, mas ainda ativa em vários países, a Al-Qaeda celebrou o ataque terrorista no voo FZ1073 da FlyDubai, que tinha como destino Tel Aviv, e afirmou que aviões de “judeus, americanos e todas as nações da descrença” continuam sendo alvos do grupo — como aconteceu em 11 de setembro de 2001 quando duas aeronaves foram jogadas contra o World Trade Center, em Nova York.
A ameaça foi divulgada nesta quinta-feira (8/10), na nova edição da revista de propaganda da organização jihadista fundada por Osama Bin Laden.
Mesmo que a publicação tenha dedicado um editorial inteiro para tratar do ataque, realizado no fim de setembro, a Al-Qaeda no Subcontinente Indiano (AQIS) não reivindicou a ação contra a aeronave.
O braço do grupo terrorista que opera no sul da Ásia, em países como Afeganistão, Paquistão, Índia, Bangladesh e Mianmar, tratou o suspeito do atentado como “inspirado”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO voo FZ1073
O ataque contra o voo FZ1073 aconteceu em 30 de setembro, após o avião decolar de Dubai rumo a capital de Israel, Tel Aviv.
Durante o percurso, o copiloto, identificado como Hamam al-Hammami, atacou o comandante Smit Machchhar com um machado e tentou sequestrar o voo. O suspeito foi impedido por passageiros, após o piloto do avião conseguir abrir a porta da cabine mesmo ferido.
O FZ1073 foi desviado para a Arábia Saudita, onde al-Hammami foi detido por autoridades locais e transferido para os Emirados Árabes Unidos.
Segundo investigações iniciais, o autor do ataque nasceu em Omã, e planejava jogar a aeronave contra o Aeroporto Internacional Ben Gurionr, em Tel Aviv. O copiloto teria agido sozinho, de acordo com autoridades emiradenses.



