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AIEA confirma danos parciais em usina nuclear de Natanz, no Irã

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), não se esperam consequências radiológicas, apesar dos danos

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imagem colorida usina de enriquecimento de combustível de natanz, no ira
1 de 1 imagem colorida usina de enriquecimento de combustível de natanz, no ira - Foto: Reprodução

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, nesta terça-feira (3/3), que edifícios de entrada da Usina de Enriquecimento de Combustível de Natanz, no Irã, sofreram danos parciais. De acordo com o órgão, a análise foi feita com bases em imagens de satélite.

Apesar dos danos, a Agência aponta que não se esperam consequência radiológicas, e nenhum impacto adicional foi detectado na própria usina, que já havia sido danificada durante um conflito no último mês de junho.

De acordo com o embaixador do Irã na AIEA, Reza Najafi, a instalação de enriquecimento foi alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel nessa segunda-feira (2/3).

Instalações nuclereares

Nessa segunda, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, ligada às Nações Unidas, Rafael Grossi, chegou a afirmar que não havia nenhum indício de que as instalações nucleares iranianas foram atingidas pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel ao país.

“Até o momento, não foi detectada nenhuma elevação dos níveis de radiação acima dos níveis normais de radiação de fundo nos países que fazem fronteira com o Irã”, disse após sessão especial do Conselho de Administração.

“Em relação ao status das instalações nucleares no Irã, até o momento, não temos indícios de que qualquer uma delas, incluindo a Usina Nuclear de Bushehr, o Reator de Pesquisa de Teerã ou outras instalações do ciclo do combustível nuclear, tenha sido danificada ou atingida”, completou.

Segundo o diretor, a rede regional de monitoramento de segurança foi colocada em alerta. No entanto, até o momento, eles não conseguiram contato com as autoridades reguladoras nucleares iranianas por meio da Comissão de Energia Irlandesa (IEC).

Rafael Grossi aproveitou para ressaltar a importância de encontrar uma resposta diplomática para a questão. “Como sabem, tenho estado intimamente envolvido no apoio aos esforços para encontrar uma solução diplomática para o impasse em torno do programa nuclear iraniano”, destacou. “Continuo convicto de que a solução duradoura para esta discórdia de longa data reside na mesa diplomática”, completou.

Conflito no Oriente Médio

A guerra protagonizada pelos Estados Unidos, por Irã e Israel entra em seu quarto dia nesta terça-feira (3/3) após o fim de semana de crescentes hostilidades. O confronto impactou diretamente ao menos 11 países e promete se estender pelos próximos dias.

O conflito começou a escalar no sábado (28/2), após um ataque coordenado por Washington e Tel Aviv, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, Teerã lançou ofensivas contra bases militares americanas instaladas no Oriente Médio.

Até o momento, o saldo é de centenas de mortos e um rastro de destruição em diferentes países. Segundo a mídia estatal iraniana, a ofensiva de sábado deixou ao menos 200 mortos e mais de 700 feridos. Em Israel, nove morreram e cerca de 20 ficaram feridos em um bombardeio de Teerã a um prédio residencial.

Os ataques retaliatórios do Irã alcançaram ao menos nove países. São eles: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Os Emirados Árabes informaram três óbitos decorrentes da ofensiva iraniana, enquanto, no Kuwait, uma pessoa morreu. No Bahrein, destroços de um míssil interceptado causaram a morte de um trabalhador.

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