África do Sul vê impasse na Cúpula dos Brics após mandado contra Putin
Mandado de prisão contra Putin está obstruindo os trabalhos da próxima cúpula dos Brics, admitiu o governo da África do Sul
atualizado
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Prestes a sediar a próxima cúpula dos Brics, a África do Sul admitiu nessa quarta-feira (12/4) que o mandado de prisão contra Vladimir Putin se tornou um problema para a reunião de líderes dos países que compõem o bloco.
“Espera-se que todos os chefes de estado participem da cúpula. Mas agora temos uma obstrução nos trabalhos”, disse Vicent Magwenya, porta-voz do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.
A realização da próxima reunião dos Brics, entre os dias 22 e 24 de agosto, se tornou uma incógnita desde que o Tribunal de Haia emitiu um mandado de prisão contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em março deste ano.
Por reconhecer a jurisdição da Corte, a África do Sul teria como obrigação prender e extraditar Putin para a Holanda, onde o líder russo seria julgado pelo Tribunal de Haia.
Com a situação delicada envolvendo o presidente da Rússia, o porta-voz da presidência afirmou que o governo de Cyril Ramaphosa busca “mais compromissos em termos de como isso será gerenciado”, e que assim que as negociações forem concluídas os anúncios necessários serão realizados.
Neutralidade
Aliado do Kremlin, o governo da África do Sul revelou na última terça-feira (11/4) preocupação com a postura do país em relação ao mandado de prisão contra Putin.
Na tentativa de afirmar uma postura neutra em relação ao conflito na Ucrânia em que Putin é acusado de crimes de guerra, o presidente Cyril Ramaphosa anunciou que um enviado especial visitará os EUA para esclarecer a posição da África do Sul.
