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Tóquio 2020Mundo

Afeganistão: porta-bandeira na Olimpíada de Tóquio foge do país

A velocista Kamia Yousufi fugiu para o Irã, país onde nasceu como refugiada, em 1996, no mesmo ano que o Talibã passou a dominar o poder

21/08/2021 09:42, atualizado 21/08/2021 10:19
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Reprodução/Twitter
Kamia Yousufi

A porta-bandeira do Afeganistão nas Olimpíadas do Rio e de Tóquio, Kamia Yousufi, deixou o país depois que o grupo extremista Talibã tomou a capital Cabul no último domingo (15/8).

A informação foi confirmada pelo jornal The New York Times nessa sexta-feira (20/8).

A velocista fugiu para o Irã, país onde nasceu como refugiada, em 1996, no mesmo ano que o grupo extremista passou a dominar o poder no Afeganistão até 2001.

Kamia Yousufi foi uma das atletas que disputou a prova de 100m rasos feminino na Olimpíada de Tóquio. Ela também havia competido na mesma prova nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

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O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país
O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país
O grupo, no entanto, encontrou um país devastado por mais de duas décadas de guerra
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O grupo, no entanto, encontrou um país devastado por mais de duas décadas de guerra

Getty Images
O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país
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O grupo extremista Talibã conquistou o Afeganistão e assumiu o controle do palácio presidencial do país

MARCUS YAM / LOS ANGELES TIMES
O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país
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O Talibã é acusado de desrespeitar os direitos humanos no país

Haroon Sabawoon/Anadolu Agency via Getty Images

Após a tomada da capital afegã no último domingo pelo grupo extremista, a população do país árabe passou a viver cercada por medo e caos.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver diversas pessoas que se agarraram a asas de aviões americanos que deixavam o país. Nas imagens, é possível ver duas pessoas caindo de uma das aeronaves.

Além disso, ao menos outras três pessoas morreram no tumulto gerado na pista do aeroporto e um ex-jogador de futebol da seleção de base do Afeganistão também caiu ao tentar se agarrar ao trem de pouso de um C-17.

Durante o regime baseado na lei da Sharia, o grupo extremista impôs forte opressão às mulheres, pois eram proibidas de trabalhar ou estudar. Elas só poderiam sair de casa na companhia de um homem e vestindo a burca e não tinham acesso a televisão ou música.