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Partes do arquipélago de Florida Keys atingidas pelo furacão Irma permitirão que os moradores retornem nesta terça-feira (12/9) para avaliar os danos causados pelo fenômeno, que devastou o estado americano da Flórida com ventos fortes e inundações litorâneas. O fenômeno causou destruição de casas e mortes. Além disso, deixou milhares de pessoas sem eletricidade.

Vários aeroportos do estado que suspenderam os voos de passageiros em razão da passagem do Irma retomarão o serviço de forma limitada, incluindo o Aeroporto Internacional de Miami, um dos mais movimentados do país. O fenômeno prejudicou os transportes no grande polo turístico, cancelando voos.

Rebaixado para depressão tropical nesta manhã, o Irma — antes avaliado como um dos furacões mais potentes já registrados no Atlântico — causou enchentes recordes em partes da Flórida depois de deixar um rastro de destruição mortal em várias ilhas do Caribe.

O porta-aviões americano Abraham Lincoln chegou ao litoral leste da Flórida e duas embarcações de ataque anfíbias chegarão nesta terça-feira para ajudar em Florida Keys, onde o Irma tocou o solo no domingo na condição de furacão de categoria 4 em um escala que vai de 1 a 5.

Os militares distribuirão alimentos e ajudarão a retirar 10 mil habitantes que não partiram antes da tempestade, disse o Departamento de Defesa dos EUA.

Florida Keys, que se estende do Golfo do México até a ponta da Península da Flórida e se conecta ao continente por uma única rodovia estreita, foi especialmente atingido, disse o governador Rick Scott na segunda-feira.

Contudo, a extensão dos danos na Flórida e em Estados vizinhos não se compara à devastação absoluta deixada pelo Irma como furacão de categoria 5 em partes do Caribe, onde cerca de 40 pessoas morreram.
Sem teto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou em um documento que milhares de pessoas ficaram sem teto e precisam urgentemente de alojamento, principalmente nas Antilhas Orientais. Segundo a OMS, as ilhas que sofreram os maiores danos precisam de mais funcionários de saúde para substituir os que trabalham 24 horas por dia desde a passagem do furacão.

Em Sint-Maarten, a parte holandesa da Ilha de Saint Martin, cerca de 5 mil pessoas estão sem alojamento em razão dos danos causados em 40% das construções.

Nos EUA, segundo o documento da OMS, quase seis milhões de pessoas estão sem eletricidade. De acordo com a Agência de Gestão de Emergências (Fema), citada pela OMS, cerca de 192 mil indivíduos estão alojados em refúgios na Flórida e outros 7.095 na Geórgia.

Visita
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o rei da Holanda viajaram nesta terça-feira para as ilhas do Caribe devastadas pelo Irma para constatar a extensão “sem precedentes” dos danos e tentar amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização.

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, era esperado nas Ilhas Virgens Britânicas e Anguilla. Londres também tem sido criticada pela gestão da catástrofe.

Os governos francês, holandês e britânico são acusados ​​de demorar para enviar socorro e reforçar a segurança nas ilhas, mergulhadas no caos e, por vezes, entregues aos saques após a passagem do furacão.

Ao chegar a Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, Macron alegou que “a antecipação foi total”. O governo “respondeu logo que a informação foi dada, vários dias antes, e constantemente ao longo desta crise”, assegurou ele ainda na pista do aeroporto. “Retornar à vida normal é nossa principal prioridade.”

O rei da Holanda, Willem-Alexander, deve visitar as ilhas de Saba e Sint-Eustatius depois de passar a noite na parte holandesa de Saint Martin. Acompanhado por seu ministro do Interior, Ronald Plasterk, ele se encontrou com moradores locais e acompanhou a distribuição de ajuda humanitária.

O rei expressou seu choque diante da devastação. “Vi coisas que eu nunca tinha visto antes. Vi a guerra e outros desastres naturais, mas nada assim. Está tudo devastado”, declarou ao canal público NOS.

De acordo com o rei, os esforços de reconstrução estão em andamento. “As pessoas me disseram que estão trabalhando juntas para se reerguer, reconstruir a ilha. Eles têm fé no futuro”, acrescentou.

 

 

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