Vingança: jovem que matou assassino de sua mãe promete se entregar. Vídeo

Suspeito confessa vingança após presenciar feminicídio aos 8 anos; defesa alega violenta emoção e pede apoio psicológico

atualizado

metropoles.com

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Belo Horizonte – Um jovem de 19 anos, suspeito de executar com cinco tiros o homem que assassinou sua mãe há quase dez anos, deve se entregar à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O rapaz confessou o crime para os advogados de defesa, alegando ter agido movido por violenta emoção, e fez apenas um pedido: conversar com um psicólogo antes de prestar depoimento.

A vítima, Rafael Garcia Pedroso, de 31 anos, foi morta na manhã da última terça-feira (31 de março) em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Vila Esperança, em Frutal. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o suspeito se aproxima por trás, enquanto Rafael aguardava em uma motoneta Honda Biz a companheira ser atendida. O jovem efetuou cinco disparos, atingindo principalmente o rosto e o pescoço. Rafael não resistiu e morreu no local.

Motivo da vingança

O crime tem forte ligação com um feminicídio brutal ocorrido em 3 de julho de 2016. Na época, Rafael Garcia matou a mãe do jovem atual suspeito, então com 28 anos, com 20 facadas durante uma confraternização na abertura da ExpoFrutal. O menino, que tinha apenas 8 anos, presenciou o crime. Segundo relatos da época, ele teria jurado vingança ainda na infância.

Rafael foi condenado inicialmente a 22 anos de prisão, mas o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais por falhas técnicas. Em janeiro de 2026, ele conseguiu prisão domiciliar por falta de vagas no sistema prisional e usava tornozeleira eletrônica.

Os advogados José Rodrigo de Almeida e Isabella Kathrine Vieira do Carmo afirmaram que o jovem de 19 anos confessou aos defensores a autoria do homicídio. Em nota, a defesa destacou as “circunstâncias pessoais de extrema complexidade”, marcadas pelo trauma de infância.

A advogada Isabella Kathrine declarou ao Paranaíba Mais que o jovem demonstrou grande abalo emocional e medo, e não frieza. “O único pedido que ele me fez foi conversar com um psicólogo ou psiquiatra, um profissional que pudesse ajudá-lo e compreendê-lo”, disse.

Repercussão social

Ela acrescentou que a defesa decidiu se manifestar devido à grande repercussão do caso na cidade: “Vimos o clamor social da população em razão deste homicídio, que naturalmente causa muita dor e revolta.” A advogada ressaltou ainda que “nenhuma motivação justifica outro crime” e espera que a Justiça seja feita “com consciência e humanidade”, considerando tanto a família da vítima quanto a do autor.

O delegado Fabrício Altemar, responsável pelo caso, já representou pela prisão preventiva (ou temporária) do jovem, mas aguarda decisão judicial. A defesa pretendia apresentá-lo espontaneamente, mas o delegado informou que não o receberia no plantão sem o mandado expedido.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes da execução, incluindo a participação de uma segunda pessoa que teria dado fuga ao suspeito em uma motocicleta.

A entrega do jovem estava marcada para segunda-feira (6/4), após ele receber atendimento psicológico, conforme exigência da defesa, mas até a publicação dessa reportagem a informação não foi confirmada pelos advogados do suspeito.

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